
Localizado entre os estados do Paraná e São Paulo, o Vale do Ribeira abrange 32 municípios e abriga mais de 2,1 milhões de hectares de florestas, 150 mil de restingas e 17 mil de manguezais.
Formado pela Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e o Complexo Estuarino Lagunar de Iguape, Cananéia e Paranguá, o Vale do Ribeira, apesar da localização estratégica e da riqueza cultural – no Vale habitam comunidades indígenas, caiçaras, remanescentes de quilombos e pequenos agricultores familiares –, possui os mais baixos indicadores sociais dos estados de São Paulo e Paraná, os mais altos índices de mortalidade infantil e analfabetismo.
Hoje, o Vale conta com uma população de cerca de 400 mil habitantes, mas não possui alternativas econômicas viáveis para o desenvolvimento sustentável. Além disso, a região é conhecida pela intensa atividade de mineração voltada para a produção de chumbo, zinco e prata, e já apresentou efeitos adversos da atividade de mineração, que comprometem o meio ambiente e a saúde da comunidade que ali reside.
Por causa do uso inadequado de terrenos e do constante desmatamento das áreas elevadas, a região enfrenta ainda problemas com a erosão do solo e o assoreamento dos rios. Isto tem dificultado o transporte fluvial e agravado as enchentes.
Mesmo assim, o Vale do Ribeira possui grande importância turística para os estados de São Paulo e Paraná, porque abriga o maior remanescente contínuo da Mata Atlântica e tem uma das maiores concentrações de cavernas calcárias do mundo. As mais famosas, entre as mais de 200 catalogadas, são as cavernas do Diabo, Santana, Morro Preto, Água Suja e Casa da Pedra, que possui o maior pórtico de entrada do mundo, com 230 metros de altura. |