Sumário Executivo
O projeto PARBIO está voltado para a geração de conhecimento científico e técnico sobre a prática da bioprospecção e, especialmente, sobre a prática de acordos de cooperação estabelecidos entre países do Norte e do Sul.
Financiado por uma instituição canadense – a International Development Research Centre (IDRC) –, com o apoio da Unicamp, o projeto envolve estudos e atividades que deverão funcionar como ferramentas para entender as parcerias existentes nas atividades relacionadas à biotecnologia, uma vez que tais parcerias têm se tornado uma maneira cada vez mais importante de criar e difundir conhecimentos técnicos e organizacionais no mundo todo.
Os pesquisadores do projeto visam preencher a lacuna de informações sistemáticas sobre parcerias em biotecnologia que envolvem instituições de pesquisa de países em desenvolvimento e, sobretudo, a respeito daquelas parcerias em que o colaborador do Norte é uma empresa privada.
Executado por uma equipe multidisciplinar, as atividades colocadas em prática pelos pesquisadores são orientadas também para o fortalecimento de pesquisas emergentes e formação de recursos humanos em temas relacionados à ciência, tecnologia e desenvolvimento.
Países – O projeto envolve estudos sobre biotecnologia aplicada a atividades de bioprospecção em quatro países latino americanos: Brasil, Colômbia, Suriname e Peru.
O tema – biotecnologia aplicada a atividades de bioprospecção – foi eleito em função da sua importância nestes quatro países, todos ricos em biodiversidade. Além disso, a atividade envolve inúmeros assuntos controversos, como as questões relativas aos direitos de propriedade intelectual, conhecimento indígena, exploração privada de áreas de conservação nacional, relevância para atividades comerciais correlatas. Dentro dessa perspectiva, parcerias neste setor apresentam alta probabilidade de ultrapassar as questões comumente envolvidas em colaboração convencional de pesquisa, tornando-se politicamente mais sensíveis.
Ao escolher esses quatro países, o projeto consegue também abordar pesquisas com casos bastante distintos entre si. O Brasil, por exemplo, é de longe o mais privilegiado quando se fala em biodiversidade mas, diferentemente dos outros três países, tem uma política de bioprospecção bastante conservadora (ou uma total ausência de política nesta área). Entretanto, várias companhias interessadas em explorar a biodiversidade da região Amazônica estabeleceram parcerias com países vizinhos, como Colômbia e Peru.
Para os pesquisadores, o estudo desses casos permitirá adquirir um melhor entendimento do papel de políticas nacionais variadas e distintas sobre o impacto das parcerias.
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