{"id":4223,"date":"2020-12-02T02:37:17","date_gmt":"2020-12-02T05:37:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/?p=4223"},"modified":"2020-12-02T13:45:50","modified_gmt":"2020-12-02T16:45:50","slug":"empreendedorismo-inovacao-e-relacao-universidade-industria-em-jogo-por-dentro-do-ultimo-relatorio-de-avaliacao-do-pipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/2020\/12\/02\/empreendedorismo-inovacao-e-relacao-universidade-industria-em-jogo-por-dentro-do-ultimo-relatorio-de-avaliacao-do-pipe\/","title":{"rendered":"Empreendedorismo, inova\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00e3o universidade-ind\u00fastria em jogo: por dentro do \u00faltimo relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o do Pipe"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\">Relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o da Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), programa da Fapesp que apoia a uni\u00e3o entre pesquisa e empreendedorismo, esclarece dificuldades, contextos e possibilidades da rela\u00e7\u00e3o universidade-ind\u00fastria e empreendedorismo brasileiro<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"474\" height=\"311\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4224\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image.png 474w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image-300x197.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><figcaption>Pipe completou 23 anos em 2020, sendo um dos programas de fomento mais tradicionais da Fapesp.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">O impacto da pandemia de Covid-19 na atividade empreendedora e de <em>startups<\/em> ainda \u00e9 incerto, quando se trata de n\u00fameros e estat\u00edsticas. Por\u00e9m, se h\u00e1 uma palavra-chave que se encaixa na atua\u00e7\u00e3o empreendedora durante a pandemia e promete permanecer por mais algum tempo, esta certamente n\u00e3o \u00e9 destrui\u00e7\u00e3o ou encerramento, e sim <strong>adapta\u00e7\u00e3o<\/strong>. Uma pesquisa realizada pelo Sebrae durante a pandemia, abrangendo um universo de 17,2 milh\u00f5es de pequenos neg\u00f3cios, mostrou que apenas 3,5% dos empreendedores resolveram fechar seus neg\u00f3cios de vez, enquanto pouco mais de um ter\u00e7o revelou adaptar suas iniciativas e formas de funcionamento para sobreviver e prosperar (por que n\u00e3o?) em tempos de vacas magras. Embora o cen\u00e1rio possa parecer pessimista, existem motivos para nutrir expectativas positivas em rela\u00e7\u00e3o ao cen\u00e1rio de startups e empreendedorismo no Brasil? Se sim, quais as caracter\u00edsticas necess\u00e1rias para que os tempos de pandemia sejam tamb\u00e9m os tempos de inova\u00e7\u00e3o e ideias renovadoras no cen\u00e1rio empreendedor?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Um estudo interdisciplinar conduzido por pesquisadores de diversas universidades no Brasil, e coordenado por dois investigadores ligados ao programa <a href=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/\">SPEC InSySPo<\/a>: Bruno Fischer e S\u00e9rgio Salles, ambos docentes na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pode fornecer respostas para esses questionamentos. O estudo foi a mais recente avalia\u00e7\u00e3o do Pipe, uma iniciativa de fomento ao desenvolvimento de pequenas empresas orientadas \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, em conjunto com a universidade, liderada pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp). A iniciativa, que surgiu em 1997, espelhando o programa estadunidense Small Business Innovation Research (SBIR), tem, entre seus objetivos, \u201capoiar a pesquisa em ci\u00eancia e tecnologia, promover o desenvolvimento empresarial, a inova\u00e7\u00e3o e aumentar a competitividade das pequenas empresas\u201d, tudo isso atrav\u00e9s de aportes financeiros que chegam a at\u00e9 R$ 1,2 milh\u00e3o por projeto apoiado. Uma iniciativa ousada para reverter um quadro complicado no cen\u00e1rio brasileiro: o n\u00famero ainda t\u00edmido de projetos inovadores no empreendedorismo nacional.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"454\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4225\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image-1.png 605w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image-1-300x225.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><figcaption>Relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o do Pipe refor\u00e7a impacto da universidade nas iniciativas de inova\u00e7\u00e3o no Brasil. Fonte: relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o do Pipe 2006-2016.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">\u201cO empreendedor brasileiro m\u00e9dio n\u00e3o \u00e9 inovador\u201d, afirma Fischer, ressaltando a import\u00e2ncia de iniciativas como a da Fapesp, especialmente em um contexto atual de dist\u00e2ncia entre empreendedorismo e pesquisa cient\u00edfica no Brasil. \u201cQuando voc\u00ea pega a abertura de empresas de modo geral, no Brasil, ela geralmente n\u00e3o tem conte\u00fado de inova\u00e7\u00e3o. O empreendedor no Brasil tende a buscar atividades de menor risco, que acabam tendo um menor impacto no tecido econ\u00f4mico, enquanto a inova\u00e7\u00e3o no contexto empresarial ocorre bem mais frequentemente em empresas que surgem do ambiente universit\u00e1rio\u201d. Segundo os dados da avalia\u00e7\u00e3o do Pipe, no per\u00edodo entre 2006 e 2016, 68% das <em>spin-offs<\/em>, nome dado a uma empresa que surge a partir de uma outra empresa, grupo de pesquisa em universidades ou de organiza\u00e7\u00f5es governamentais, financiadas pelo projeto surgiram no meio universit\u00e1rio. Vale lembrar que esse ano, em meio a pandemia, a Unicamp alcan\u00e7ou a marca de <a href=\"https:\/\/unicampventures.org.br\/2020\/10\/14\/unicamp-ultrapassa-a-marca-de-mil-empresas-filhas-cadastradas\/\">mil empresas-filhas<\/a> cadastradas na ag\u00eancia de inova\u00e7\u00e3o da universidade. Uma luz no fim do t\u00fanel? &nbsp;Para a pesquisadora Camila Zeitoum, parte da equipe respons\u00e1vel pela avalia\u00e7\u00e3o, a resposta \u00e9 sim. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que as pequenas empresas e as <em>startups<\/em>, especialmente surgidas de contextos intensivos em conhecimento como universidades, ganhem mais espa\u00e7o agora\u201d, \u00e9 seu diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u201cO empreendedor brasileiro m\u00e9dio n\u00e3o \u00e9 inovador. O empreendedor no Brasil tende a buscar atividades de menor risco, que acabam tendo um menor impacto no tecido econ\u00f4mico\u201d<\/p><cite>Bruno FISCHER (FCA\/UNICAMP)<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">A necessidade de maior investimento na rela\u00e7\u00e3o entre universidades e ind\u00fastrias como meio de promover a inova\u00e7\u00e3o no contexto empreendedor brasileiro \u00e9 apenas uma das v\u00e1rias leituras poss\u00edveis a partir do relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o do Pipe. A pesquisa contemplou um universo de 400 projetos aprovados e 2700 renegados, entre 2006 e 2016, no contexto do Pipe, sendo realizada por meio de question\u00e1rio &#8211; respondido por um total de 481 empresas<a href=\"#_edn1\">[i]<\/a>. O aux\u00edlio da Fapesp visa financiar pequenas empresas, aqui definidas como aquelas com at\u00e9 250 funcion\u00e1rios, ao longo de tr\u00eas fases:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"454\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4226\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image-2.png 605w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image-2-300x225.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><figcaption>Tr\u00eas fases do programa podem levar at\u00e9 tr\u00eas anos para serem implementadas. Fonte: relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o do Pipe 2006-2016.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Em geral, os projetos financiados pelo Pipe s\u00e3o de empresas que n\u00e3o chegam a dez funcion\u00e1rios. A m\u00e9dia geral de empregados nas empresas apoiadas pelo Pipe \u00e9 de seis funcion\u00e1rios, segundo o relat\u00f3rio. Esse dado \u00e9 importante ao apontar uma dificuldade na an\u00e1lise de pequenas empresas no Brasil, j\u00e1 que bases de dados como a Pesquisa de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (Pintec), organizada pelo IBGE e principal levantamento na \u00e1rea de inova\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, contemplam apenas empresas com mais de dez funcion\u00e1rios. \u201c\u00c9 uma informa\u00e7\u00e3o relevante que se perde, um universo que fica de fora. As empresas s\u00e3o muito pequenas. A maior parte \u00e9 constitu\u00edda de <em>startups<\/em>, <em>spin-offs<\/em>. A gente chegou, no projeto, a entrevistar algumas delas. Teve uma que come\u00e7ou com somente uma pessoa. Hoje ela cresceu, mas somente vinte anos depois. Teve uma outra que era liderada por dois meninos da USP, ent\u00e3o estas empresas costumam come\u00e7ar muito pequenas\u201d, aponta Fischer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">A \u2018invisibilidade\u2019 destes projetos refor\u00e7a a import\u00e2ncia de projetos como o Pipe, em um contexto de dificuldade para pequenas empresas engatarem no Brasil. Dados do relat\u00f3rio apontam que a m\u00e9dia de funcion\u00e1rios nas empresas financiadas pelo programa salta para 11 \u2013 somente a\u00ed podendo ser avalizadas em bases como a Pintec \u2013 no segundo ano ap\u00f3s o encerramento do apoio financeiro para os projetos. Um impacto positivo na economia e no mercado de trabalho que corre o risco de ser apagado sem financiamentos como esse. \u201cEssas empresas, quando est\u00e3o em est\u00e1gio inicial, t\u00eam bastante dificuldade em conseguir recursos. Quando elas saem do ambiente universit\u00e1rio, e estamos falando de coisas que t\u00eam tecnologia de ponta, <em>n\u00e3o h\u00e1 investidores privados com interesse em colocar dinheiro nessas empresas<\/em>. Quando elas decolam, quando t\u00eam clientes, da\u00ed aparece investidor, mas na fase em que elas est\u00e3o desenvolvendo prot\u00f3tipo, que \u00e9 onde entra o financiamento do Pipe, s\u00e3o poucas as alternativas. O papel do Pipe \u00e9 cr\u00edtico em preencher este v\u00e1cuo\u201d, refor\u00e7a Fischer.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>&#8220;Quando elas [as empresas] saem do ambiente universit\u00e1rio, e estamos falando de coisas que t\u00eam tecnologia de ponta, <em>n\u00e3o h\u00e1 investidores privados com interesse em colocar dinheiro nessas empresas<\/em>. Quando elas decolam, quando t\u00eam clientes, da\u00ed aparece investidor, mas na fase em que elas est\u00e3o desenvolvendo prot\u00f3tipo, que \u00e9 onde entra o financiamento do Pipe, s\u00e3o poucas as alternativas. O papel do Pipe \u00e9 cr\u00edtico em preencher este v\u00e1cuo&#8221;<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Os resultados da avalia\u00e7\u00e3o mostram tamb\u00e9m um avan\u00e7o do n\u00famero de registro de patentes, um fator-chave no avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, por parte das empresas benefici\u00e1rias do programa da Fapesp. 55% dos direitos de propriedade intelectual (DPI) depositados no Brasil pelas empresas benefici\u00e1rias do Pipe foram consequ\u00eancia direta do projeto. Al\u00e9m disso, a porcentagem de projetos que se traduzem em produtos inovadores gra\u00e7as ao Pipe chegou a 80% do total. Dados que mostram a import\u00e2ncia de programas de fomento como este para o cen\u00e1rio empreendedor brasileiro, especialmente em um per\u00edodo cr\u00edtico como o atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">O sucesso de iniciativas como o Pipe \u00e9 amea\u00e7ado tanto por fatores internos, como dificuldade de coleta de dados e contingenciamentos financeiros devido \u00e0 pandemia, como por fatores externos, como a falta de uma \u201ccultura de risco\u201d no pa\u00eds e de uma rela\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima entre ind\u00fastria e produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\/acad\u00eamica. Sobre a coleta de dados, por exemplo, \u201cbuscamos dados de empresas beneficiadas pelo projeto que datam de quinze anos atr\u00e1s, por\u00e9m mesmo dados b\u00e1sicos como contatos telef\u00f4nicos e de e-mail, por exemplo, podem estar desatualizados\u201d, revela Zeitoum. Uma sugest\u00e3o apontada no relat\u00f3rio \u00e9 a de institucionalizar formul\u00e1rios que possibilitem um acompanhamento dos projetos desde o momento da inscri\u00e7\u00e3o destes at\u00e9 o per\u00edodo ap\u00f3s a sua conclus\u00e3o, viabilizando relat\u00f3rios peri\u00f3dicos de suas atividades e resultados por at\u00e9 cinco anos ap\u00f3s a submiss\u00e3o da proposta \u00e0 Fapesp. \u201cIsso permite que n\u00f3s, avaliadores, tenhamos condi\u00e7\u00f5es de entender os impactos de projetos como esse sem a necessidade de correr, muitas vezes em v\u00e3o, atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es anos e anos depois\u201d, complementa Fischer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">O maior desafio, por\u00e9m, pode n\u00e3o estar na quantidade de novas iniciativas empresariais. Apesar de dados como os publicados pelo Sebrae em outubro deste ano, apontando que os nove primeiros meses de 2020 registraram um aumento de 14,8% no n\u00famero de pequenas empresas no Brasil, serem animadores, parecerem animadores, \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o destas empresas que preocupa Fischer. Em sua opini\u00e3o, falta uma paix\u00e3o maior por riscos no Brasil. \u201cMesmo com a pandemia e um momento econ\u00f4mico dif\u00edcil, o Pipe ainda assim n\u00e3o coloca todo o dinheiro que podia ceder por falta de bons projetos. Boa parte dos empreendedores partem para atividades de menor risco. \u00c9 mais f\u00e1cil faltar projetos com potencial inovador do que recursos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4227\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image-3.png 605w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image-3-300x264.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><figcaption>Um exemplo de iniciativa de fomento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo no Brasil \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de parques tecnol\u00f3gicos. O pa\u00eds conta atualmente com mais de 80 espa\u00e7os do tipo. Fonte: VIA Esta\u00e7\u00e3o Conhecimento \u2013 UFSC.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Sem uma \u2018cultura de risco\u2019 e orientada para atividades inovadoras, a tend\u00eancia \u00e9 de maior isolamento entre universidades e polos de pesquisa, onde, em geral, h\u00e1 um maior desenvolvimento de sistemas de inova\u00e7\u00e3o; e investidores e empresas. Iniciativas recentes como o programa Capacita\u00e7\u00e3o 4.0, criado pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o (Embrapii) com o objetivo de ligar estudantes de institui\u00e7\u00f5es de ensino superior ou t\u00e9cnico e ind\u00fastrias intensivas em inova\u00e7\u00e3o a partir da resolu\u00e7\u00e3o de problemas reais destas empresas, s\u00e3o tentativas de mudar esse cen\u00e1rio. Outro exemplo de arranjo capaz de potencializar o desenvolvimento de <em>startups<\/em> de base tecnol\u00f3gica e as intera\u00e7\u00f5es para inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o os parques tecnol\u00f3gicos. Al\u00e9m da infraestrutura para colabora\u00e7\u00e3o e espa\u00e7os comuns, que podem ser utilizados pelas empresas de portes diversos instaladas nos parques, alguns deles hospedam incubadoras e aceleradoras, e oferecem servi\u00e7os de apoio aos empreendedores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">\u201cH\u00e1 um potencial claro para o surgimento de <em>startups<\/em> e isso tem sido cada vez mais reconhecido no Brasil. Um n\u00famero crescente de editais buscam promover a intera\u00e7\u00e3o entre empresas grandes, e mesmo multinacionais, com empresas pequenas, m\u00e9dias e at\u00e9 com foco espec\u00edfico em <em>startups <\/em>para resolu\u00e7\u00e3o de desafios colocados pelas primeiras, sendo que em alguns casos as propostas s\u00e3o desenvolvidas em ambientes colaborativos. Essa \u00e9 para mim uma das luzes no final do t\u00fanel\u201d, acredita Zeitoum.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u201cH\u00e1 um potencial claro para o surgimento de <em>startups<\/em> e isso tem sido cada vez mais reconhecido no Brasil.&#8221;<\/p><cite>CAMILA ZEITOUM (DPCT\/UNICAMP)<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">O relat\u00f3rio completo da avalia\u00e7\u00e3o do Pipe pode ser acessado <a href=\"https:\/\/fapesp.br\/avaliacao\/relatorios\/pipe2019.pdf\">aqui<\/a>. A avalia\u00e7\u00e3o foi liderada pelo <a href=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/geopi\/\">Laborat\u00f3rio de Estudos sobre Organiza\u00e7\u00e3o da Pesquisa e da Inova\u00e7\u00e3o (Geopi)<\/a>, do Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"#_ednref1\">[i]<\/a> As 481 empresas que participaram da pesquisa incluem projetos aprovados e rejeitados durante o per\u00edodo de 2006 a 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o da Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), programa da Fapesp que apoia a uni\u00e3o entre pesquisa e empreendedorismo, esclarece dificuldades, contextos e possibilidades da rela\u00e7\u00e3o universidade-ind\u00fastria e empreendedorismo brasileiro O impacto da pandemia de Covid-19 na atividade empreendedora e de startups ainda \u00e9 incerto, quando se trata<\/p>\n","protected":false},"author":134,"featured_media":4224,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[43,44,19,42,41,45],"class_list":["post-4223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news","tag-ecossistemas-de-inovacao","tag-empreendedorismo","tag-fapesp","tag-inovacao","tag-pipe","tag-universidade-industria"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2020\/12\/image.png","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4223"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4230,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4223\/revisions\/4230"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}