{"id":4359,"date":"2021-03-02T17:43:22","date_gmt":"2021-03-02T20:43:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/?p=4359"},"modified":"2021-03-10T15:48:42","modified_gmt":"2021-03-10T18:48:42","slug":"inovacao-a-todo-custo-produzindo-uma-metodologia-de-avaliacao-dos-parques-tecnologicos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/2021\/03\/02\/inovacao-a-todo-custo-produzindo-uma-metodologia-de-avaliacao-dos-parques-tecnologicos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00e3o a todo custo? Produzindo uma metodologia de avalia\u00e7\u00e3o dos parques tecnol\u00f3gicos no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\">Documento aponta para a import\u00e2ncia do avan\u00e7o dos parques tecnol\u00f3gicos no pa\u00eds&#8230;desde que este abranja tamb\u00e9m todo o seu ecossistema<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"339\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4360\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image.png 602w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-300x169.png 300w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-600x339.png 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><figcaption>Parque Tecnol\u00f3gico S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos\/SP, atualmente o maior do Brasil.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><sub>Author: Guilherme Cavalcante Silva<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um reconhecimento universal de que um dos principais fatores no crescimento socioecon\u00f4mico e na sua dinamiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o investimento em processos de inova\u00e7\u00e3o. Isso vale especialmente para na\u00e7\u00f5es \u201cemergentes\u201d como o Brasil. Nesse sentido, em meio a tantas not\u00edcias ruins, o Brasil pode se orgulhar de ter apresentado melhora em sua posi\u00e7\u00e3o no \u00faltimo \u00edndice anual de inova\u00e7\u00e3o (Global Innovation Index), publicado no segundo semestre de 2020, saltando quatro posi\u00e7\u00f5es (atualmente est\u00e1 no 62\u00ba lugar no ranking, entre 131 pa\u00edses avaliados), ocupando o quarto lugar na Am\u00e9rica Latina \u2013 ainda que o cen\u00e1rio de desenvolvimento de capacidade tecnol\u00f3gica ainda esteja longe do ideal, como aponta este <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/cje\/bew061\">estudo<\/a>. Neste contexto, os parques tecnol\u00f3gicos ganham propor\u00e7\u00e3o cada vez maior no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), o Brasil possui 43 parques tecnol\u00f3gicos em opera\u00e7\u00e3o e 60 nas fases de implanta\u00e7\u00e3o e em projeto; destes, 36 na \u00e1rea de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TIC), 25 em biotecnologia; e 22 na \u00e1rea de energia \u2013 os tr\u00eas principais temas de interesse dos parques. Mas, afinal, o que s\u00e3o parques tecnol\u00f3gicos? Se o cen\u00e1rio que voc\u00ea pensou \u00e9 o das mega empresas de tecnologia do Vale do Sil\u00edcio, \u00e9 melhor deixar o imagin\u00e1rio dos filmes de lado. Os parque tecnol\u00f3gicos s\u00e3o bem mais do que um conglomerado de empresas da \u00e1rea de TIC. Eles exercem uma fun\u00e7\u00e3o vital nos ecossistemas locais de inova\u00e7\u00e3o e no fomento \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, pesquisa e empreendedorismo inovador.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\" style=\"border-color:#cf2e2e\"><blockquote><p><strong>O que s\u00e3o parques tecnol\u00f3gicos?<\/strong><\/p><p><sub>A defini\u00e7\u00e3o sobre o que \u00e9 parque tecnol\u00f3gico aparece de forma variada na literatura sobre o assunto. Algumas defini\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais estritas, enquanto outras aparecem de forma mais ampla. De modo geral, parque tecnol\u00f3gico, segundo a defini\u00e7\u00e3o da Protec, \u00e9 um complexo produtivo industrial de servi\u00e7os de <strong>base cient\u00edfico-tecnol\u00f3gica<\/strong>, <strong>planejado<\/strong>, tendo <strong>car\u00e1ter formal<\/strong>, concentrado e <strong>cooperativo<\/strong>, agregando empresas cuja produ\u00e7\u00e3o se baseie em pesquisa e desenvolvimento, promovendo a cultura de inova\u00e7\u00e3o, competitividade e capacita\u00e7\u00e3o empresarial com o objetivo de incrementar a riqueza de uma regi\u00e3o. Em resumo, ele se baseia na concentra\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e planejada de empresas com orienta\u00e7\u00e3o para pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o. Portanto, nem toda zona industrial ou condom\u00ednio de empresas \u00e9 um parque tecnol\u00f3gico.<\/sub><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>A Secretaria de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico e Inova\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTI) encomendou recentemente a cria\u00e7\u00e3o de uma metodologia de classifica\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o dos parques tecnol\u00f3gicos no Brasil, com o objetivo n\u00e3o apenas de pensar em estrat\u00e9gias de desenvolvimento, mas de otimizar a aloca\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos na cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o destes. O projeto, encabe\u00e7ado pelo Grupo de Estudos sobre Organiza\u00e7\u00e3o da Pesquisa e da Inova\u00e7\u00e3o (Geopi\/Unicamp), contou com a coordena\u00e7\u00e3o de tr\u00eas membros do InSySPo: Bruno Fischer, Paola Schaeffer e Camila Zeitoum. O relat\u00f3rio foi conclu\u00eddo e enviado ao minist\u00e9rio no fim de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do prop\u00f3sito de fornecer uma metodologia para classificar e priorizar o fomento por parte do governo em parques tecnol\u00f3gicos, o relat\u00f3rio acaba por quebrar algumas no\u00e7\u00f5es comuns associadas a estes, como a ideia de que a implanta\u00e7\u00e3o massiva deles, por si s\u00f3, \u00e9 capaz de gerar um <em>boom<\/em> socioecon\u00f4mico na regi\u00e3o onde est\u00e3o situados. Para tanto, incorpora-se, dentre as dimens\u00f5es avaliadas pela metodologia, aspectos relativos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do ecossistema onde o parque se encontra e seu alinhamento produtivo e com as pol\u00edticas p\u00fablicas locais. \u201cO parque n\u00e3o tem como objetivo ser o principal elemento de promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento regional. Ele aparece como um importante dinamizador de algo que j\u00e1 est\u00e1 se estabelecendo\u201d, alerta Zeitoum. O investimento em parques sem planejamento ou considera\u00e7\u00e3o para com a voca\u00e7\u00e3o e o grau de desenvolvimento locais, bem como a disponibilidade de recursos humanos qualificados, pode produzir os famosos \u201celefantes brancos\u201d, que trazem amplos d\u00e9ficits aos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4361\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-1.png 605w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-1-300x264.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><figcaption>Mapa com os parques tecnol\u00f3gicos em opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Fonte: VIA Esta\u00e7\u00e3o Conhecimento \u2013 UFSC.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 l\u00f3gico que se fosse simples criar um parque tecnol\u00f3gico em uma regi\u00e3o economicamente perif\u00e9rica e esperar que isso gere desenvolvimento para a regi\u00e3o seria fant\u00e1stico. Mas n\u00e3o \u00e9 isso que acontece. O que a gente percebe, pelas evid\u00eancias, \u00e9 que voc\u00ea pode criar um parque tecnol\u00f3gico e ele virar um ralo de insumos. Quanto mais dinheiro p\u00fablico voc\u00ea coloca, na aus\u00eancia de determinadas condi\u00e7\u00f5es, mais ele suga sem dar retornos que justifiquem a sua exist\u00eancia. Por qu\u00ea? Existem coisas anteriores que precisam ser entendidas, os motivos de n\u00e3o haver desenvolvimento socioecon\u00f4mico ali. Estas s\u00e3o quest\u00f5es s\u00e3o complexas e o parque n\u00e3o vai suprir essa mir\u00edade de elementos que influenciam o desenvolvimento regional\u201d, exemplifica Fischer. Vale lembrar que somente em 2020, o or\u00e7amento da pasta chegou a R$ 15 bilh\u00f5es em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade dos limites de iniciativas isoladas, como a constru\u00e7\u00e3o de parques tecnol\u00f3gicos no desenvolvimento socioecon\u00f4mico regional, aponta para a complexidade que envolve a redu\u00e7\u00e3o de assimetrias econ\u00f4micas e tecnol\u00f3gicas entre regi\u00f5es de um pa\u00eds, como a existente entre Norte\/Nordeste e Sul\/Sudeste, e mesmo entre blocos de pa\u00edses, como Am\u00e9rica Latina e Europa\/Am\u00e9rica do Norte. \u201cN\u00e3o adianta criar algo porque \u00e9 tend\u00eancia internacional. \u00c9 preciso que haja ativos complementares para isso na regi\u00e3o. Caso contr\u00e1rio, os resultados ficar\u00e3o bem aqu\u00e9m do que se espera. A grande quest\u00e3o \u00e9 que essas mudan\u00e7as de orienta\u00e7\u00e3o e desenvolvimento n\u00e3o s\u00e3o r\u00e1pidas, nem f\u00e1ceis\u201d, conclui Fischer. Um dos pontos fortes da metodologia \u00e9 justamente considerar o papel do parque no \u00e2mbito do ecossistema em quest\u00e3o e suas potencialidades em termos de intera\u00e7\u00f5es internas e com o ambiente externo e, com isso, sinalizar pontos de converg\u00eancia e aspectos onde se fa\u00e7am necess\u00e1rios alinhamentos e eventuais investimentos espec\u00edficos. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos objetivos da metodologia era ressaltar a import\u00e2ncia do chamado \u201cecossistema de inova\u00e7\u00e3o\u201d [ver infogr\u00e1fico abaixo] na cria\u00e7\u00e3o de projetos voltados para avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e de inova\u00e7\u00e3o. Essa express\u00e3o, comum entre pesquisadores da \u00e1rea de inova\u00e7\u00e3o, aponta para a import\u00e2ncia de considerarmos a rela\u00e7\u00e3o entre diversos fatores para o \u00eaxito de projetos de inova\u00e7\u00e3o. Fatores estes que ultrapassam as \u201cquatro\u201d paredes das empresas e seus recursos financeiros e materiais, envolvendo aspectos menos \u201cpalp\u00e1veis\u201d como: pol\u00edticas p\u00fablicas a n\u00edvel regional e local; orienta\u00e7\u00e3o industrial, tecnol\u00f3gica e econ\u00f4mica pr\u00e9-existente no local; capacidade cient\u00edfica e de forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos atrelada \u00e0 regi\u00e3o (ex: universidades ou centros de pesquisa), entre outros. \u201cO parque n\u00e3o \u00e9 descolado do seu contexto. O parque depende da universidade formando pessoas para seu pessoal, bem como do governo local, que precisa estar engajado na iniciativa. Outras empresas v\u00e3o demandar ou fornecer produtos para as empresas que est\u00e3o no parque. Tudo isso \u00e9 vital, se n\u00e3o o parque vira um condom\u00ednio desconexo de empresas, improdutivo e acarretando preju\u00edzos cont\u00ednuos\u201d, aponta Schaeffer.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4362\" width=\"492\" height=\"974\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-2.png 492w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-2-152x300.png 152w\" sizes=\"auto, (max-width: 492px) 100vw, 492px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O Mapeamento de Avalia\u00e7\u00e3o de Parques Tecnol\u00f3gicos do Brasil (MAPTec) construiu v\u00e1rios indicadores para avaliar quantitativamente (de 0 a 1) cada uma das dimens\u00f5es do parque tecnol\u00f3gico \u2013 quais sejam: ecossistema externo e interno\/intera\u00e7\u00f5es, governan\u00e7a, e resultados\/impactos, concluindo na constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas perfis caracter\u00edsticos dos parques tecnol\u00f3gicos brasileiros: o parque l\u00edder (com pontua\u00e7\u00e3o mais alta, &lt;0,85), o parque seguidor (pontua\u00e7\u00f5es medianas, 0,60-0,85) e o parque embrion\u00e1rio (pontua\u00e7\u00f5es baixas, &gt;0,60). Embora n\u00e3o tenham realizado um levantamento exaustivo sobre a quantidade de parques situada em cada um destes perfis, a equipe respons\u00e1vel pela pesquisa prop\u00f4s uma s\u00e9rie de iniciativas a fim de otimizar a avalia\u00e7\u00e3o e estimular a transi\u00e7\u00e3o dos parques para est\u00e1gios mais consolidados de organiza\u00e7\u00e3o. \u201cFizemos a metodologia com uma preocupa\u00e7\u00e3o de evidenciar para o gestor p\u00fablico o que os perfis est\u00e3o indicando, isto \u00e9, quais s\u00e3o os pontos fortes de cada parque, quais s\u00e3o os gargalos e fragilidades de cada um, levando em conta os diferentes est\u00e1gios de maturidade. Assim, ele consegue definir prioridades no seu planejamento e gasto\u201d, acrescenta Zeitoum.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de demonstrar a import\u00e2ncia de conter a implementa\u00e7\u00e3o de iniciativas de fomento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o a todo custo, o mapeamento lan\u00e7a \u00e0 tona o desafio de sistematizar e avaliar o impacto das iniciativas p\u00fablicas e privadas no Brasil. Essa foi a principal sugest\u00e3o feita na conclus\u00e3o da metodologia, o que envolvia as seguintes recomenda\u00e7\u00f5es: 1) compulsoriedade do envio de informa\u00e7\u00e3o para as empresas e parques tecnol\u00f3gicos concorrerem a incentivo financeiro do governo federal; 2) sistematiza\u00e7\u00e3o do processo de coleta de dados dos parques tecnol\u00f3gicos; 3) uso cont\u00ednuo de ferramentas de classifica\u00e7\u00e3o, monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o de impacto dos parques antes, durante e depois do processo de tomada de decis\u00e3o sobre fomento; e 4) engajamento da comunidade acad\u00eamica na avalia\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o de parques tecnol\u00f3gicos. A solicita\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de uma metodologia de avalia\u00e7\u00e3o dos parques, por parte do MCTI, \u00e9 um importante passo nesse sentido. \u201cNossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 apoiar o estabelecimento de uma cultura de avalia\u00e7\u00e3o dos investimentos feitos especialmente na esfera p\u00fablica. A an\u00e1lise de impacto aqui no Brasil ainda \u00e9 bem defasada em rela\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 feito na Europa e Estados Unidos. Precisamos nos acostumar, e n\u00e3o falo apenas em rela\u00e7\u00e3o aos parques, a fazer um acompanhamento de resultados e impactos de programas p\u00fablicos\u201d, ressalta Fischer.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, o Brasil testemunha um crescimento no n\u00famero de parques tecnol\u00f3gicos e conta com v\u00e1rios bons exemplos de parques que se tornaram importantes polos de desenvolvimento regional e de fomento a inova\u00e7\u00e3o, como mostra o quadro abaixo. \u201cO momento tem sido de crescimento no n\u00famero de parques no pa\u00eds. Com o desenvolvimento de um ecossistema de inova\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, associado \u00e0 uma melhor infraestrutura, parcerias com universidades, intera\u00e7\u00e3o entre governo local e parque tecnol\u00f3gico, fomento \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias cient\u00edficas, produtivas e tecnol\u00f3gicos e uma avalia\u00e7\u00e3o de impacto mais consistente, os parques t\u00eam tudo para continuar gerando ganhos socioecon\u00f4micos significativos no Brasil\u201d, conclui Fischer.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"451\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4363\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-3.png 602w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/insyspo\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2021\/03\/image-3-300x225.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento aponta para a import\u00e2ncia do avan\u00e7o dos parques tecnol\u00f3gicos no pa\u00eds&#8230;desde que este abranja tamb\u00e9m todo o seu ecossistema Author: Guilherme Cavalcante Silva H\u00e1 um reconhecimento universal de que um dos principais fatores no crescimento socioecon\u00f4mico e na sua dinamiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o investimento em processos de inova\u00e7\u00e3o. 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