O LEHG esteve presente no XXXIII Congresso de Iniciação Científica da Unicamp, organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da Universidade Estadual de Campinas e realizado entre os dias 22, 23 e 24 de outubro de 2025 no Centro de Convenções e Ginásio Multidisciplinar da Unicamp.

A estudante de graduação Andréia Mendonça Zambanini Da Silva apresentou seu trabalho aprovado no processo seletivo do PIBIC 2024/2025, que contou com o apoio do Laboratório de Epistemologia e História da Geografia – LEHG, sob a coordenação do Prof. Dr. Antonio Carlos Vitte, que também é o orientador da pesquisa do estudante.

Como novidade, este ano o LEHG participou, na figura de ser coordenador, o Prof. Dr. Antonio Carlos Vitte, do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio PIBIC-EM.
O PIBIC-EM da Unicamp visa despertar vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes do Ensino Médio da rede pública de Campinas e região, mediante sua participação em atividades de pesquisa científica, sob a orientação de professores/pesquisadores da Unicamp pelo período de até 12 (doze) meses.
Enquanto os docentes da Unicamp propõem projetos de pesquisa destinados aos estudantes do ensino médio, nas diversas áreas do conhecimento, a seleção e inscrição dos estudantes interessados são feitas pelas escolas da rede pública de Campinas e região.
Neste ano, a estudante do ensino médio Ysabella da Silva Siqueira e o estudante Rafael Lopes Daminelli da Luz, ambos bolsistas de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) desenvolveram uma pesquisa sob orientação do Prof. Vitte dentro das linhas que o professor trabalha ligadas ao LEHG e seu Grupo de Pesquisa no DGP – CNPq.

As pesquisas foram apresentadas na tarde da última quinta-feira, dia 23/10, durantes a sessão de pôsteres das áreas de Artes, Humanas e Projetos PIBIC-EM, que totalizaram 464 trabalhos inscritos.

A estudante Andréia Mendonça apresentou a continuidade de sua pesquisa intitulada “ACUMULAÇÃO POR DESPOSSESSÃO E DESASTRES AMBIENTAIS NO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO, LITORAL NORTE DO ESTADO DE SÃO PAULO, BRASIL.”
A estudante comentou sobre sua experiência na participação do congresso e da pesquisa neste período de 2024-2025:
A participação no PIBIC é uma mistura de alegria e inquietação. Alegria pela etapa cumprida, pelo trabalho finalizado e pela emoção de partilhar com Professores, Amigos, e visitantes as descobertas que surgiram ao longo da pesquisa. Mas também é um momento de curiosidade e reflexão, aquele instante em que as hipóteses se multiplicam e a “pulguinha atrás da orelha” insiste em perguntar: o que mais há por trás daquilo que observei e ainda não consegui compreender totalmente? Assim é fazer pesquisa: ela nunca termina, apenas muda de forma e continua em nós.
Agradeço profundamente ao Professor Vitte pela orientação atenta, aos demais docentes que me inspiraram com suas aulas e olhares de pesquisa, aos colegas de laboratório e de graduação pela parceria, e à torcida constante dos amigos e da família.
” Como as escarpas, sigo em evolução,
Entre erosões, fraturas e ideias em deriva.
Descubro que a ciência, tal qual o relevo,
É feita de tempo, movimento e vida.”
Andréia Mendonça (2025).

Já a estudante Ysabella e o estudante Rafael apresentaram sua pesquisa intitulada “AS TRANSFORMAÇÕES NO USO DAS TERRAS E SUAS RELAÇÕES COM AS INUNDAÇÕES NA BACIA DO RIBEIRÃO DO PIÇARRÃO: DA HISTÓRIA URBANA À CONEXÕES COM AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS GLOBAIS.”

Sobre a realização da pesquisa a estudante Ysabella destaca:
Um ponto marcante desta experiência foi conhecer o ambiente do Instituto
de Geociências (IG) e o campus da Unicamp. Esse contato direto com a
universidade ampliou minhas perspectivas e me inspirou a seguir me aprofundando
na área da geografia, compreendendo não apenas como disciplina escolar, mas
como um campo de estudo essencial para interpretar e transformar o mundo em que vivemos.A convivência com os orientadores e colegas foi igualmente
enriquecedora, pois me mostrou que a pesquisa científica é também um processo
coletivo, construído no diálogo e na troca de saberes. Essa oportunidade me tornou
mais madura academicamente e me fez enxergar que ingressar no ambiente
universitário é um caminho possível, especialmente quando há dedicação, interesse
e apoio adequado.Ysabella Siqueira (2025).

Já o estudante Rafael, durante seu período de pesquisa aponta:

Participar deste projeto pelo PIBIC-EM foi, sem dúvida, uma experiência
transformadora e enriquecedora em minha trajetória escolar e pessoal. Como
estudante de escola pública, muitas vezes a pesquisa científica parecia algo
distante, restrito a universidades e ambientes especializados. No entanto, ao
integrar este projeto, percebi que a ciência pode e deve dialogar com a realidade
cotidiana, ajudando a compreender e enfrentar problemas concretos da cidade onde
vivemos.Esse contato direto com a pesquisa acadêmica ampliou meus horizontes,
mostrando que o conhecimento científico não é apenas um exercício teórico, mas
um instrumento de mudança social.Rafael da Luz (2025).
O LEHG cumprimenta todos os participantes do congresso e parabeniza os trabalhos realizados por Andréia, Ysabella e Rafael, orientados pelo Prof. Vitte, pois levar a cabo uma pesquisa demonstra dedicação exemplar.