No dia 28 deste mês, Maria Encarnação Beltrão Sposito, professora aposentada pela Unesp de Presidente Prudente, em comemoração ao centenário de Milton Santos, publicou no Jornal da Unesp um artigo onde brevemente revisita a vida e obra do autor, destacando a permanência e a relevância de seu pensamento no Brasil e no mundo contemporâneo.
No próximo 3 de maio, data que marca o centenário de nascimento de Milton Santos, o pensamento de um dos grandes geógrafos do Brasil e do mundo, torna-se centralidade nas discussões acadêmicas no país todo. Em artigo recente, a prof. Dra. Maria Encarnação Beltrão Sposito reflete de forma inspiradora sobre a atualidade de sua obra, levantando questões relacionadas ao presente e aos conceitos criados por Milton Santos.
Partindo da provocação “Seremos dados a Milton Santos?”, Sposito revisita conceitos centrais do autor, como o meio técnico-científico-informacional e a leitura crítica das transformações do capitalismo. Nessa perspectiva, convida-nos à refletir: quais seriam as conclusões feitas por Milton Santos pensaria o mundo contemporâneo? Como pensar o meio-científico-informacional, no momento de tensão entre a eficácia e os riscos oferecidos pela inteligência artificial?
Em seu artigo, Spósito também destaca a originalidade e genialidade de Santos. Segundo a autora, Milton Santos, em toda sua vida, foi capaz de ao menos pensar em dois sistemas teóricos completos: a teoria dos dois circuitos da economia urbana e a natureza do espaço. Quanto à sua genialidade, o artigo destaca como Milton Santos impactou a geografia que vai além da Universidade, mesmo tendo sua formação de origem no campo do direito. Suas ideias, além de servir como base teórica de muitos trabalhos científicos, inspiram políticas sociais, artistas, movimentos sociais e muito mais. Por isso, mais do que um legado teórico, sua obra permanece como ferramenta para pensar criticamente o presente e projetar futuros possíveis.
Em meio à comemoração dos cem anos de Milton Santos, Maria Encarnação Beltrão Sposito, nos convida não apenas à revisitar a sua obra, mas também à apropriarmos de seus conceitos para compreender e decifrar o mundo contemporâneo.
Fonte de texto: Matéria do Jornal da Unesp
Fonte da imagem: Itaú Cultural