{"id":1113,"date":"2023-04-25T16:14:58","date_gmt":"2023-04-25T19:14:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/?p=1113"},"modified":"2023-04-25T16:15:47","modified_gmt":"2023-04-25T19:15:47","slug":"igualdade-desigualdade-e-a-faca-de-dois-gumes-das-identidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/igualdade-desigualdade-e-a-faca-de-dois-gumes-das-identidades\/","title":{"rendered":"Igualdade, desigualdade e a faca de dois gumes das \u201cidentidades\u201d"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_1117\" aria-describedby=\"caption-attachment-1117\" style=\"width: 768px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1117 size-full\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2023\/04\/img-identitarismo-768x432-1.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2023\/04\/img-identitarismo-768x432-1.jpg 768w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2023\/04\/img-identitarismo-768x432-1-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1117\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: disparada.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<h4 style=\"text-align: left\"><strong>Texto por: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0866807094701251\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Lopes de Souza<\/a><\/strong><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em nenhum outro lugar como uma grande cidade ou metr\u00f3pole, por exemplo no Brasil atual, vemos tanta prolifera\u00e7\u00e3o de clamores por afirma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria; ao mesmo tempo, as desigualdades de todos os tipos n\u00e3o parecem diminuir (a n\u00e3o ser, em certos casos, superficial e parcialmente). Pelo contr\u00e1rio. Em meio a tudo isso, o que significaria bater-se pela igualdade, sem a qual se esvazia a luta por justi\u00e7a?<\/p>\n<p>Gostaria de come\u00e7ar recordando o famoso princ\u00edpio aristot\u00e9lico, de acordo com o qual fazer justi\u00e7a consiste em \u201ctratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais\u201d. (Aos desavisados que, torturando a l\u00edngua, acham que \u201cdesigualdade\u201d sempre evoca algo negativo, ao passo que \u201cdiferen\u00e7a\u201d remeteria a algo positivo, esclare\u00e7o que \u201cdesigualdade\u201d, aqui, se refere a toda e qualquer diferen\u00e7a, ou seja, falta de igualdade \u2013 de qualquer ordem, boa ou m\u00e1. O fato de Arist\u00f3teles ter justificado a escravid\u00e3o e o status de n\u00e3o cidad\u00e3s das mulheres na p\u00f3lis \u00e9 decerto deplor\u00e1vel aos nossos olhos, mas em nada invalida o referido princ\u00edpio, muito menos o meu argumento.) Exemplo: tornar acess\u00edveis os equipamentos urbanos a todas as pessoas depreende pensar tamb\u00e9m nos cadeirantes, nos deficientes visuais etc. (\u201cportadores de necessidades especiais\u201d); esquecer dessa desigualdade, como que a pressupor uma fict\u00edcia igualdade no que tange \u00e0 facilidade de locomo\u00e7\u00e3o, colaboraria para perpetuar ou at\u00e9 agravar humilhantes situa\u00e7\u00f5es de inacessibilidade ou depend\u00eancia, pois n\u00e3o construir\u00edamos rampas de acesso para quem n\u00e3o pode subir uma escadaria, sinais sonoros para aqueles que n\u00e3o veem os luminosos, e por a\u00ed vai. Dito isso, podemos entrar no assunto. Tratar as pessoas como se fossem \u201cneutras\u201d em mat\u00e9ria de identidades culturais ou culturalmente constru\u00eddas, notadamente g\u00eanero, fen\u00f3tipo e orienta\u00e7\u00e3o sexual: corresponderia isso a um ideal de justi\u00e7a? Seria justo fingirmos que n\u00e3o houve discrimina\u00e7\u00f5es negativas no passado e, acima de tudo, agirmos como se fosse aceit\u00e1vel uma narrativa em que origens hist\u00f3rico-geogr\u00e1fico-culturais distintas sejam pasteurizadas? A meu ver, contribui\u00e7\u00f5es culturais espec\u00edficas n\u00e3o devem ser petrificadas e fetichizadas, muito menos folclorizadas, mas tampouco devem ter suas ra\u00edzes escamoteadas, pois isso tamb\u00e9m faz parte da constru\u00e7\u00e3o da autoestima e da desconstru\u00e7\u00e3o do racismo e do machismo.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que n\u00e3o se pode condescender com o fascismo e, mais amplamente, com o autoritarismo (inclusive com o \u201cargumento de autoridade\u201d que se esconde em uma interpreta\u00e7\u00e3o essencialista, exclusivista e monoescalar da no\u00e7\u00e3o de \u201clugar de fala\u201d, que em sim mesma \u00e9 fecunda). \u00c9 igualmente preciso recha\u00e7ar a sedu\u00e7\u00e3o pela biologiza\u00e7\u00e3o quando da interpreta\u00e7\u00e3o da heteronomia e das opress\u00f5es (no estilo \u201cbrancos\u201d versus \u201cnegros\u201d, \u201cmachos\u201d versus \u201cf\u00eameas\u201d), por abrirem espa\u00e7o para as generaliza\u00e7\u00f5es mais abomin\u00e1veis. Por isso \u00e9 v\u00e1lido e at\u00e9 mesmo imprescind\u00edvel rejeitar certas premissas: \u201cmiscigena\u00e7\u00e3o \u00e9 genoc\u00eddio\u201d, \u201ctodo homem \u00e9 um agressor\u201d, e assim sucessivamente. Apesar disso, por qual raz\u00e3o haveria de ser t\u00e3o dif\u00edcil colocar-se no lugar do Outro? N\u00e3o para falar por ele, no sentido de tutel\u00e1-lo, mas sim para tentar ao menos imaginar como seria estar em sua pele (em certos casos, literalmente)? Essa empatia \u00e9 um pressuposto dos mais elementares para que haja qualquer di\u00e1logo digno do nome. \u00c9 mesmo t\u00e3o dif\u00edcil assim compreender de onde v\u00eam as m\u00e1goas que levam a que tantos desemboquem em fal\u00e1cias biologizantes e generaliza\u00e7\u00f5es falaciosas?\u2026<\/p>\n<p>E como a realidade sempre tem ao menos uma ponta de trag\u00e9dia, talvez seja necess\u00e1rio aceitar que uma certa turbul\u00eancia, derivada de uma indigna\u00e7\u00e3o que n\u00e3o admite mais ser contida, inevitavelmente far\u00e1 parte de um processo de aprendizado coletivo. Cada vez menos gente est\u00e1 disposta a abaixar a cabe\u00e7a, a p\u00f4r um sorriso amarelo diante de piadinhas racistas, machistas ou homof\u00f3bicas e fingir que n\u00e3o ouviu ou viu certos coment\u00e1rios sussurrados ou olhares acusadores ou de desprezo atirados de soslaio. De um ponto de vista emancipat\u00f3rio, isso \u00e9 intrinsecamente positivo, muito embora excessos causem, muitas vezes, desconforto e at\u00e9 perplexidade em brancos (ou pseudobrancos) n\u00e3o racistas, homens n\u00e3o machistas e heterossexuais cisg\u00eanero n\u00e3o homof\u00f3bicos, porque tais excessos lhes parecem (e de fato s\u00e3o) injustos. Cr\u00edticas e acusa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas contra \u201cos brancos\u201d e \u201cos homens\u201d s\u00e3o, sem d\u00favida, excessos \u2013 e perigosos, inclusive pelo risco de afastarem aliados reais ou potenciais. (Naqueles casos em que se proclama que \u201cmiscigena\u00e7\u00e3o \u00e9 genoc\u00eddio\u201d ou que \u201ctodo homem \u00e9 um agressor\u201d, parece que n\u00e3o se quer aliados, o que torna, em tais circunst\u00e2ncias, o problema algo muito mais s\u00e9rio.) Desgra\u00e7adamente, vivemos em uma quadra da hist\u00f3ria em que aqueles que sofrem determinados tipos de discrimina\u00e7\u00e3o negativa s\u00e3o infinitamente mais expostos a valores e discursos individualistas, conservadores e capitalist\u00f3filos \u2013 \u201cseja um empreendedor!\u201d, \u201cdiversidade d\u00e1 lucro\u201d, e assim sucessivamente \u2013 que a valores e discursos verdadeiramente antissist\u00eamicos. O status quo se alimenta da fragmenta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que engendra novas ou renovadas ilus\u00f5es de ascens\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ter paci\u00eancia hist\u00f3rica, pois a necess\u00e1ria vigil\u00e2ncia contra os fascismos societais e os autoritarismos quotidianos n\u00e3o devem nos impedir de desconfiar de que, ainda que o capitalismo contempor\u00e2neo se sirva das divis\u00f5es entre os trabalhadores, at\u00e9 certo ponto facilitada ou impulsionada pela explos\u00e3o de identidades muitas vezes exclusivistas e ensimesmadas, n\u00e3o foi o capitalismo que, simplisticamente, fabricou a totalidade do problema: em larga medida, este n\u00e3o deixa de ser tamb\u00e9m o resultado de s\u00e9culos de secundariza\u00e7\u00e3o da especificidade irredut\u00edvel de v\u00e1rios tipos de opress\u00e3o, bem como o dano colateral de uma busca por erguer a pr\u00f3pria voz, volta e meia com estrid\u00eancia n\u00e3o muito construtiva, com a finalidade de expor tais feridas.<\/p>\n<p>Como o caminho do aprendizado coletivo n\u00e3o ser\u00e1 outra coisa que n\u00e3o dolorido e n\u00e3o deveria se fazer de outra maneira que n\u00e3o por meio do di\u00e1logo, vale a pena chamar a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia \u00e9tica e pol\u00edtico-pedag\u00f3gica de tamb\u00e9m os homens brancos, heterossexuais e cisg\u00eanero genuinamente imbu\u00eddos de sensibilidade emancipat\u00f3ria, mas nem por isso destitu\u00eddos de bom senso, n\u00e3o abrir m\u00e3o de seu direito de apontar problemas derivados de exclusivismos e for\u00e7adas de barra. Por exemplo, quando o cantor, compositor e ator Seu Jorge afirma, em uma entrevista para o jornal Folha de S. Paulo (21\/07\/2019), que o guerrilheiro Carlos Marighella, por ele interpretado no cinema, era \u201cnegro\u201d por ser filho de uma negra: como soaria se algu\u00e9m propusesse que Marighella era \u201cbranco\u201d pelo fato de ser filho de um imigrante italiano? Esta \u00faltima interpreta\u00e7\u00e3o, que parece um produto da ideologia do embranquecimento levada ao paroxismo, n\u00e3o deixa de ser, em princ\u00edpio, perfeitamente sim\u00e9trica da primeira, apenas trocando-se o sinal. (De quebra, note-se que a sensibilidade perante o racismo, bastante salientada pelo entrevistado, n\u00e3o pode ser unidirecional: sobre os ind\u00edgenas brasileiros, o mesmo Seu Jorge a eles se refere como \u201c[c]oisa que n\u00e3o existe mais no mundo, mas n\u00f3s temos essa porra!\u201d. A observa\u00e7\u00e3o, esclare\u00e7a-se, n\u00e3o era intencionalmente derrogat\u00f3ria, tendo sido feita, pelo contr\u00e1rio, em um contexto de exalta\u00e7\u00e3o da diversidade. Me pergunto, contudo, se as palavras utilizadas n\u00e3o deveriam ser vistas como, no m\u00ednimo, incrivelmente infelizes.) O triste \u00e9 que cada vez menos nos ocorre o \u00f3bvio: Marighella era filho de uma descendente de escravos e de um imigrante italiano e, portanto, miscigenado (fruto de \u201cgenoc\u00eddio\u201d, portanto?\u2026). O binarismo \u201cracial\u201d (t\u00edpico dos Estados Unidos, pa\u00eds que muita gente parece ter na conta de paradigma civilizat\u00f3rio) e o exclusivismo identit\u00e1rio querem nos impedir de enxergar isso. Por\u00e9m, seria necess\u00e1rio, para honrar as ra\u00edzes de Marighella, silenciar sobre uma parte da verdade, investindo em uma meia-verdade? Parafraseando um pol\u00edtico estadunidense, cada um de n\u00f3s tem direito \u00e0s pr\u00f3prias opini\u00f5es, mas n\u00e3o aos pr\u00f3prios fatos. Ilustra\u00e7\u00f5es semelhantes ou que servem de equivalentes funcionais a esse exemplo abundam por a\u00ed, hoje em dia. E muita gente acha \u201cdescolado\u201d ou \u201cprogressista\u201d repetir certas coisas sem um pingo de reflex\u00e3o, ou com apenas um pinguinho. Mas mantenho o otimismo (em um n\u00edvel modesto, admito) de que, no longo prazo, poder\u00e1 haver um enriquecimento do projeto emancipat\u00f3rio, por mais que, atualmente, preponderem os distanciamentos, os ensimesmamentos e os exclusivismos. Todavia, o sistema capitalista, sem d\u00favida, parece trabalhar na dire\u00e7\u00e3o de que isso n\u00e3o aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>O sistema se beneficia enormemente toda vez que se cultiva a fal\u00e1cia biologizante e hiperautorit\u00e1ria que reside em ver no \u201chomem branco\u201d o inimigo, como se muitos homens brancos pelo mundo afora n\u00e3o tivessem sido e continuassem a ser explorados (e humilhados e espezinhados de v\u00e1rias formas) e como se a consci\u00eancia das opress\u00f5es sofridas pelas mulheres n\u00e3o brancas pudesse, independentemente da luta de classes e da solidariedade com os homens brancos que deixarem para tr\u00e1s o machismo e o racismo (e sim, acreditem, isso \u00e9 poss\u00edvel), ser garantia de coer\u00eancia na luta por um mundo significativamente menos heter\u00f4nomo. Tivemos, ao longo do s\u00e9culo XX, importantes esfor\u00e7os por parte de v\u00e1rias pensadoras importantes, autoidentificadas como feministas ou n\u00e3o, para pensar de maneira cruzada classe e sexo\/g\u00eanero, perscrutando as imbrica\u00e7\u00f5es entre capitalismo e domina\u00e7\u00e3o masculina (que v\u00e1rias estudiosas t\u00eam chamado, n\u00e3o raro de modo impreciso e por raz\u00f5es ligadas a uma certa conveni\u00eancia pol\u00edtico-ideol\u00f3gica, de \u201cpatriarcado\u201d). Da mesma forma, tamb\u00e9m tivemos intelectuais de relevo, \u00e0s vezes brancos (como Florestan Fernandes), que contribu\u00edram para articular explora\u00e7\u00e3o de classe e racismo. Essas contribui\u00e7\u00f5es, ainda que marginais ou limitadas, n\u00e3o obstante existiram e n\u00e3o deveriam ser esquecidas, mas sim superadas por um patamar de complexidade superior. Elas correm, por\u00e9m, o risco de serem deixadas de lado \u2013 e, de fato, a explora\u00e7\u00e3o de classe tem sido tremendamente negligenciada nas \u00faltimas d\u00e9cadas \u2013 em um momento da hist\u00f3ria em que tanta gente parece ter perdido qualquer vontade de apostar na hip\u00f3tese de outra sociedade, preferindo concentrar-se em uma \u201cpol\u00edtica do poss\u00edvel\u201d aqui e agora. A fronteira entre pragmatismo e capitula\u00e7\u00e3o (ou comodismo, para n\u00e3o dizer oportunismo) \u00e9, muitas vezes, t\u00eanue.<\/p>\n<p>Fonte: <em>Site<\/em> <strong><a href=\"https:\/\/passapalavra.info\/2019\/12\/129338\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Passa Palavra<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Imagem: <em>Site<\/em> <strong><a href=\"https:\/\/disparada.com.br\/o-que-e-identitarismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Disparada<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Texto por: Marcelo Lopes de Souza &nbsp; Em nenhum outro lugar como uma grande cidade ou metr\u00f3pole, por exemplo no Brasil atual, vemos tanta&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":169,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_customify_content_layout":"","_customify_sidebar":"","_customify_page_header_display":"default","_customify_disable_header":"","_customify_disable_header_top":"","_customify_disable_header_main":"","_customify_disable_header_bottom":"","_customify_disable_page_title":"","_customify_disable_content_vertical_padding":"","_customify_disable_footer_top":"","_customify_disable_footer_main":"","_customify_disable_footer_bottom":"","_customify_breadcrumb_display":"","_customify_header_transparent_display":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1113","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-json\/wp\/v2\/users\/169"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1113"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1113\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1133,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1113\/revisions\/1133"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}