{"id":2110,"date":"2024-06-04T14:50:04","date_gmt":"2024-06-04T17:50:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/?p=2110"},"modified":"2024-06-04T14:50:05","modified_gmt":"2024-06-04T17:50:05","slug":"os-cratons-estruturas-geologicas-antigas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/os-cratons-estruturas-geologicas-antigas\/","title":{"rendered":"Os Cr\u00e1tons (estruturas geol\u00f3gicas antigas)"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">&#8220;Ilustra\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica dos segmentos litosf\u00e9ricos afundados da modifica\u00e7\u00e3o crat\u00f4nica. O naufr\u00e1gio litosf\u00e9rico ocorre durante a modifica\u00e7\u00e3o crat\u00f4nica e pode ent\u00e3o gerar espa\u00e7os para o preenchimento da astenosfera quente. Este processo \u00e9 acompanhado pela erup\u00e7\u00e3o do kimberlito e eleva\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica. Os segmentos crat\u00f4nicos afundados afundam livremente uma vez separados de a litosfera sobrejacente e pode cair no manto inferior, com sua posi\u00e7\u00e3o horizontal na dire\u00e7\u00e3o oposta do movimento da placa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua origem. Os materiais continuam a escapar dos segmentos crat\u00f4nicos afundados durante o processo de ressurg\u00eancia, e algumas por\u00e7\u00f5es podem ser recicladas para gerar. heterogeneidades geoqu\u00edmicas na litosfera rasa atrav\u00e9s da ressurg\u00eancia do manto em locais como pontos quentes e dorsais meso-oce\u00e2nicas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os cr\u00e1tons s\u00e3o estruturas geol\u00f3gicas da Terra formadas h\u00e1 centenas de milhares de anos e presentes em \u00e1reas de estabilidade tect\u00f4nica. Essas estruturas possuem duas classifica\u00e7\u00f5es, conhecidas como escudos cristalinos e bacias sedimentares. Eles se formam por meio de dois processos: sedimenta\u00e7\u00e3o e eros\u00e3o rochosa. No Brasil, encontram-se ambas as estruturas, por se tratar de uma estrutura geol\u00f3gica sem atividades vulc\u00e2nicas, ou seja, com estabilidade tect\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Afinal, o que s\u00e3o cr\u00e1tons?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os cr\u00e1tons s\u00e3o estruturas geol\u00f3gicas antigas, ou seja, s\u00e3o forma\u00e7\u00f5es terrestres formadas h\u00e1 centenas de milhares de anos. Formaram-se na Era Pr\u00e9-Cambriana, no Proterozoico e Arqueozoico. Em geral, essas estruturas terrestres s\u00e3o bastante est\u00e1veis, sem atividades geol\u00f3gicas fortes ou intensas, ou seja, sem ocorr\u00eancia de atividades s\u00edsmicas \u2013 terremotos \u2013, al\u00e9m de apresentarem rochas \u00edgneas\/magm\u00e1ticas e metam\u00f3rficas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Eles s\u00e3o formados por dois tipos de estruturas geol\u00f3gicas: escudos cristalinos (maci\u00e7os antigos) e as bacias sedimentares (plataformas continentais). Essas superf\u00edcies apresentam riqueza geol\u00f3gica muito grande, pois h\u00e1 a presen\u00e7a de minerais met\u00e1licos, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-medium-font-size\">ferro;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">cobre;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">estanho;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">prata;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">alum\u00ednio, etc.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os escudos cristalinos ou maci\u00e7os antigos s\u00e3o estruturas internas formadas por rochas cristalinas \u2013 \u00edgneas e metam\u00f3rficas. Dessa forma, pode ocorrer no relevo o afloramento da rocha, ou seja, essas rochas podem ficar expostas a olho nu na natureza. Os escudos cristalinos caracterizam as \u00e1reas de planaltos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/06\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2111\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/06\/image.png 600w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/06\/image-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Afloramento de rocha em escudo cristalino \u2013 Ucr\u00e2nia.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">J\u00e1 as bacias sedimentares ou plataformas continentais s\u00e3o forma\u00e7\u00f5es rochosas mais recentes, do Paleozoico, compostas por rochas sedimentares, que, por sua vez, s\u00e3o constitu\u00eddas a partir da deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos. Essas rochas apresentam-se de maneira geral em camadas e s\u00e3o formadas por regi\u00f5es de depress\u00f5es relativas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/06\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2112\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/06\/image-1.png 600w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/06\/image-1-300x200.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Rochas sedimentares em bacia sedimentar \u2013 Estados Unidos.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o dos cr\u00e1tons<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A forma\u00e7\u00e3o dos cr\u00e1tons tamb\u00e9m varia de acordo com a estrutura geol\u00f3gica. De maneira geral, uma est\u00e1 ligada aos processos erosivos, formada a partir da eros\u00e3o de outras rochas, e a outra ocorre pela deposi\u00e7\u00e3o de materiais ou sedimentos. Sendo assim, percebe-se que nos cr\u00e1tons h\u00e1 maior predom\u00ednio de a\u00e7\u00e3o de agentes erosivos externos, ou ex\u00f3genos, como \u00e1gua e o vento, pois esses agentes contribuem para o processo erosivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os escudos cristalinos s\u00e3o formados a partir da eros\u00e3o de rochas magm\u00e1ticas ou \u00edgneas, em sua grande maioria. S\u00e3o tamb\u00e9m constitu\u00eddos pela solidifica\u00e7\u00e3o do magma terrestre, decorrente de \u00e1reas onde ocorre atividade vulc\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">J\u00e1 as bacias sedimentares s\u00e3o estruturas que se formam a partir do ac\u00famulo ou deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos. Esses sedimentos s\u00e3o origin\u00e1rios de \u00e1reas montanhosas antigas que se desgastaram, foram erodidas e depositadas nas \u00e1reas de ocorr\u00eancia dos cr\u00e1tons.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Cr\u00e1tons no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No Brasil, a estrutura geol\u00f3gica divide-se em duas classes, como j\u00e1 vimos. S\u00e3o elas os escudos cristalinos e as bacias sedimentares.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/06\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2113\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/06\/image-2.png 600w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/lehg\/wp-content\/uploads\/sites\/60\/2024\/06\/image-2-300x200.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os escudos cristalinos s\u00e3o forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas bastante antigas e abrangem um total de aproximadamente 36% do territ\u00f3rio do Brasil. Por serem bastante antigas, formaram-se no per\u00edodo geol\u00f3gico Pr\u00e9-Cambriano, ou seja, h\u00e1 mais de 4 a 2,5 bilh\u00f5es de anos. Foi nesse per\u00edodo tamb\u00e9m que se formaram os minerais n\u00e3o met\u00e1licos, como o granito e ard\u00f3sia. Em seguida, formaram-se alguns minerais met\u00e1licos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os minerais met\u00e1licos s\u00e3o utilizados em nosso dia a dia como mat\u00e9ria-prima para diversos produtos, sendo tamb\u00e9m comercializados. S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-medium-font-size\">ferro;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">ouro;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">chumbo;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">cobre;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">estanho;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">prata;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">bronze;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">mangan\u00eas etc.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No caso das bacias sedimentares, elas ocupam cerca de 64% do territ\u00f3rio brasileiro e foram formadas no Paleozoico, ou seja, h\u00e1 de cerca de 570 a 290 milh\u00f5es de anos. Como foram formadas por deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos, \u00e9 comum nessas \u00e1reas a presen\u00e7a de materiais formados a partir da mat\u00e9ria org\u00e2nica, portanto se encontram nas bacias sedimentares o petr\u00f3leo, carv\u00e3o mineral e g\u00e1s natural. Esses produtos tamb\u00e9m s\u00e3o extra\u00eddos para uso no dia a dia e como mat\u00e9ria-prima para v\u00e1rios produtos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Jiaji Xi, Youqiang Yu, Dapeng Zhao, Jiashun Hu; Modification of Archean cratons in southern Africa with foundered segments dropped into the shallow lower mantle. Geology 2024;; 52 (6): 468\u2013472. doi: https:\/\/doi.org\/10.1130\/G52023.1 <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">MENDON\u00c7A, Gustavo Henrique. &#8220;Cr\u00e1tons&#8221;; Brasil Escola. Dispon\u00edvel em: https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/geografia\/cratons.htm. Acesso em 04 de junho de 2024.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:<br>Texto e imagens &#8211;<\/strong> <strong><mark class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\"><a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/geografia\/cratons.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Brasil Escola<\/a><\/mark><\/strong>; <strong><mark class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\"><a href=\"https:\/\/pubs.geoscienceworld.org\/gsa\/geology\/article\/52\/6\/468\/636592\/Modification-of-Archean-cratons-in-southern-Africa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GeoScienceWorld<\/a><\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Ilustra\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica dos segmentos litosf\u00e9ricos afundados da modifica\u00e7\u00e3o crat\u00f4nica. 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