{"id":2749,"date":"2023-06-06T14:42:19","date_gmt":"2023-06-06T17:42:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/?p=2749"},"modified":"2024-03-08T11:16:52","modified_gmt":"2024-03-08T14:16:52","slug":"antropoceno-epoca-do-quaternario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/2023\/06\/06\/antropoceno-epoca-do-quaternario\/","title":{"rendered":"Antropoceno: \u00c9poca do Quatern\u00e1rio?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>por:<\/em> \u00c9rika C.N. Silva <\/strong>e<strong> Caio A.M. dos Santos &#8211; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O debate acalorado que traz para o centro do palco a extens\u00e3o das a\u00e7\u00f5es humanas no espa\u00e7o e no tempo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-vivid-red-color has-alpha-channel-opacity has-vivid-red-background-color has-background is-style-default\" \/>\n\n\n\n<p>Os avan\u00e7os e descobertas cient\u00edficas ocorrem a partir de uma gama de fatores que n\u00e3o s\u00e3o, de forma alguma, descontextualizados de seus recortes espa\u00e7o-temporais. A velocidade, por exemplo, com a qual uma ideia pode ser amplamente difundida, debatida, aceita ou criticada pode ser uma das principais marcas dos tempos atuais. O que h\u00e1 d\u00e9cadas requeria muito mais tempo para ser traduzido e inclu\u00eddo em variados espa\u00e7os de debate, hoje a dist\u00e2ncia espa\u00e7o-temporal muitas vezes se restringe a um clique. E n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa, portanto, que uma ideia\/conceito como o Antropoceno possui tantos matizes capazes de fazer cientistas do mundo inteiro e de diferentes \u00e1reas do conhecimento debaterem e produzirem conhecimento. E consenso para esse tema est\u00e1 longe de ser alcan\u00e7ado e mesmo desejado, visto que \u00e9 na complexidade do debate que se est\u00e1 pensando, analisando, reinterpretando e abrindo m\u00faltiplas possibilidades de compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o sociedade-natureza, que est\u00e1 no cerne da discuss\u00e3o do Antropoceno.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:25px\"><strong>O que est\u00e1 em pauta?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>Afinal, como falar de uma nova \u00e9poca geol\u00f3gica relativa \u00e0 ag\u00eancia humana sem colocar em debate quest\u00f5es como por exemplo: <\/p>\n\n\n\n<p>1) As modifica\u00e7\u00f5es causadas pelo ser humano na Terra s\u00e3o capazes de justificar a defini\u00e7\u00e3o de uma nova \u00e9poca geol\u00f3gica? <\/p>\n\n\n\n<p>2) Se sim, qual seria o marco espa\u00e7o-temporal desse novo \u201crecorte\u201d no tempo geol\u00f3gico? <\/p>\n\n\n\n<p>3) Ao falar de \u201cser humano\u201d n\u00e3o h\u00e1 a necessidade de especificar quem \u00e9 esse humano (de qual classe social, de onde, com qual real capacidade de interfer\u00eancia nos processos naturais, com qual real intens\u00e3o, etc.)? <\/p>\n\n\n\n<p>4) O reconhecimento de uma nova \u00e9poca geol\u00f3gica \u00e9 capaz de suscitar debate sobre a nossa pr\u00f3pria sociabilidade e os poss\u00edveis rumos que a humanidade dever\u00e1 trilhar? <\/p>\n\n\n\n<p>5) Se sim, n\u00e3o \u00e9 desej\u00e1vel discutir, tamb\u00e9m, as reais causas das altera\u00e7\u00f5es, digamos, negativas (porque negativas para algu\u00e9m, talvez n\u00e3o para todos)? Essas s\u00e3o poucas das muitas quest\u00f5es postas.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"717\" height=\"941\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2790\" style=\"width:359px;height:467px\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-7.png 717w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-7-229x300.png 229w\" sizes=\"auto, (max-width: 717px) 100vw, 717px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica de edif\u00edcios modernos compondo uma coluna estratigr\u00e1fica &#8211; A estratigrafia \u00e9 o ramo da geologia que estuda os estratos ou camadas de rochas, com o objetivo de compreender sua forma\u00e7\u00e3o. Uma coluna estratigr\u00e1fica explicita a rela\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica das rochas de uma regi\u00e3o, evid\u00eanciando o empilhamento das diferentes unidades litol\u00f3gicas. Imagem: Diego F.T. Machado, com uso da ferramenta DALL-E2<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:25px\"><strong>O Antropoceno em foco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de uma nova \u00e9poca geol\u00f3gica, o trabalho do <strong><em><a href=\"http:\/\/quaternary.stratigraphy.org\/working-groups\/anthropocene\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Anthropocene Working Group<\/a><\/em> <\/strong>est\u00e1, como se diz, a todo vapor. Ve\u00edculos importantes de divulga\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia mundial, como a <em>Science<\/em> e a <em>Nature<\/em> t\u00eam possibilitado a divulga\u00e7\u00e3o dos trabalhos, e mesmo contrapontos a eles. Aqui apresentaremos algumas das principais linhas do debate posto em termos do Antropoceno pelo vi\u00e9s geol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em publica\u00e7\u00e3o recente na <em>Nature<\/em>, McKenzie Prillaman (2022) <strong><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-022-04428-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[1]<\/a> <\/strong>aborda o tema a partir de um texto de Waters e Turner (2022) <strong><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/abs\/10.1126\/science.ade2310\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[2]<\/a><\/strong> publicado na <em>Science<\/em>, al\u00e9m de apresentar, em contrapartida, a opini\u00e3o de outros cientistas e pesquisadores que n\u00e3o acreditam na viabilidade da defini\u00e7\u00e3o do Antropoceno como \u00e9poca geol\u00f3gica. Engloba, assim, v\u00e1rios dos principais argumentos utilizados pelo <em>AWG<\/em> (<em>Anthropocene Working Group<\/em>), do qual Colin Waters e Simon Turner s\u00e3o, respectivamente, presidente e secret\u00e1rio atuais, para ratificar o Antropoceno como nova \u00e9poca geol\u00f3gica, bem como alguns contrapontos. Esse debate est\u00e1 ocorrendo de forma intensa, visto que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o, em breve, de uma proposta formal, por parte do <em>AWG<\/em>, sobre o in\u00edcio do Antropoceno como \u00e9poca geol\u00f3gica e seu poss\u00edvel<em> GSSP<\/em> &#8211; <em>Global Boundary Stratotype Sections and Points<\/em> (Se\u00e7\u00e3o e ponto de estratotipo de limite global). <\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:25px\"><strong>Mas o que seria o <em>GSSP<\/em>?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>Conforme o site da Comiss\u00e3o Internacional de Estratigrafia <strong><a href=\"https:\/\/stratigraphy.org\/gssps\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[3]<\/a><\/strong>, os <em>GSSPs<\/em>, s\u00e3o pontos de refer\u00eancia em se\u00e7\u00f5es estratigr\u00e1ficas de rocha que definem os limites inferiores dos est\u00e1gios da <em>Tabela Cronoestratigr\u00e1fica Internacional<\/em>, e desde 1977 essa comiss\u00e3o mant\u00e9m o registro internacional deles. Apenas por curiosidade, destaca-se que entre as regras est\u00e3o a obriga\u00e7\u00e3o do limite ser definido por uma mudan\u00e7a observ\u00e1vel e inequ\u00edvoca nas propriedades f\u00edsicas ou no conte\u00fado f\u00f3ssil dos estratos, bem como deve apresentar outras manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas (marcadores secund\u00e1rios) que podem ser usadas para localizar o limite, como outros f\u00f3sseis, mudan\u00e7as qu\u00edmicas e revers\u00e3o magn\u00e9tica. Al\u00e9m desses, outro fator importante \u00e9 que os marcadores prim\u00e1rios ou secund\u00e1rios devem apresentar manifesta\u00e7\u00f5es regionais e globais, permitindo a correla\u00e7\u00e3o em afloramentos da mesma idade, al\u00e9m de apresentar camadas com minerais poss\u00edveis de serem datados radiometricamente.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/stratigraphy.org\/ICSchart\/ChronostratChart2023-04BRPortuguese.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"759\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-12-1024x759.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2834\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-12-1024x759.png 1024w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-12-300x222.png 300w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-12-768x569.png 768w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-12-1536x1138.png 1536w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-12-2048x1517.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>A Escala de Tempo Geol\u00f3gico retrata a sequ\u00eancia temporal desde a forma\u00e7\u00e3o da Terra at\u00e9 o presente. Essas divis\u00f5es s\u00e3o baseadas nos principais eventos geol\u00f3gicos que ocorreram ao longo da hist\u00f3ria geol\u00f3gica do nosso planeta. As unidades cronoestratigr\u00e1ficas correspondem a conjuntos de rochas que se formaram durante um intervalo espec\u00edfico de tempo. Para padronizar essas unidades em n\u00edvel internacional, temos a <strong><a href=\"https:\/\/stratigraphy.org\/ICSchart\/ChronostratChart2023-04BRPortuguese.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tabela Cronoestratigr\u00e1fica Internacional<\/a> <a href=\"https:\/\/stratigraphy.org\/chart\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[4]<\/a>,<\/strong> um documento que estabelece os limites e as unidades de tempo geol\u00f3gico atualmente adotadas em todo o mundo.<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Essas e outras regras devem, portanto, ser seguidas na proposi\u00e7\u00e3o do Antropoceno para a finalidade de inclus\u00e3o na Tabela Cronoestratigr\u00e1fica Internacional. No entanto, o caminho at\u00e9 l\u00e1 n\u00e3o \u00e9 simples, e mesmo ap\u00f3s a defini\u00e7\u00e3o de um <em>GSSP<\/em> pelo <em>AWG<\/em>, ainda precisa passar por outras aprova\u00e7\u00f5es: da Subcomiss\u00e3o de Estratigrafia do Quatern\u00e1rio e Comiss\u00e3o Internacional de Estratigrafia, al\u00e9m da ratifica\u00e7\u00e3o pelo Comit\u00ea Executivo da Uni\u00e3o Internacional de Ci\u00eancias Geol\u00f3gicas. Em caso de aprova\u00e7\u00e3o, a altera\u00e7\u00e3o na Tabela Cronoestratigr\u00e1fica Internacional mostrar\u00e1, definitivamente, que sa\u00edmos da \u00e9poca do Holoceno e entramos no Antropoceno.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:25px\"><strong>Os locais em Estudo para os GSSPs do Antropoceno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, 12 locais t\u00eam sido estudados como possibilidades para abrigar o GSSP do Antropoceno (Figura 1). Como \u00e9 poss\u00edvel observar, h\u00e1 uma variedade de ambientes que s\u00e3o cogitados para abarcar o GSSP, e n\u00e3o s\u00e3o, necessariamente, em rochas, abarcando deposi\u00e7\u00e3o antropog\u00eanica, corais, espeleotema, deposi\u00e7\u00f5es em lagos e estu\u00e1rios, mantos de gelo, entre outros. Isto n\u00e3o \u00e9 necessariamente novo, visto que para as idades do holoceno foram escolhidos testemunhos de gelo e espeleotemas (Greenlandiano no n\u00facleo de gelo NGRIP2 da Groenl\u00e2ndia; Northgrippiano no n\u00facleo de gelo NGRIP1 da Groenl\u00e2ndia; Megalayano em um espeleotema da Caverna Mawmluh, Meghalaya, nordeste da \u00cdndia) <strong><a href=\"https:\/\/www.episodes.org\/journal\/view.html?doi=10.18814\/epiiugs\/2018\/018016\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[5]<\/a><\/strong>. Esses locais est\u00e3o sendo avaliados considerando suas evid\u00eancias quanto \u00e0 a\u00e7\u00e3o humana transformadora das caracter\u00edsticas das paisagens.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"881\" height=\"444\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2752\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image.png 881w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-300x151.png 300w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-768x387.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 881px) 100vw, 881px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Figura 1. Localiza\u00e7\u00e3o dos 12 candidatos e demais localidades de refer\u00eancia indicando o ambiente deposicional. Imagem de sat\u00e9lite: Terra vis\u00edvel da NASA. Fonte: Waters et al. (2023). Reproduzido com modifica\u00e7\u00f5es de Head et al. (2022).<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o texto publicado na Science (WATERS; TURNER, 2022),<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;<em>A defini\u00e7\u00e3o precisar\u00e1 identificar propriedades f\u00edsicas espec\u00edficas em camadas de sedimentos, ou estratos, que capturem os efeitos de aumentos recentes na popula\u00e7\u00e3o humana; industrializa\u00e7\u00e3o e globaliza\u00e7\u00e3o sem precedentes; e mudan\u00e7as impostas na paisagem, clima e biosfera&#8221; (p. 706, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Podemos levantar alguns questionamentos sobre esta afirma\u00e7\u00e3o, especialmente com rela\u00e7\u00e3o ao aumento na popula\u00e7\u00e3o humana e os efeitos disso nos diferentes ambientes, ampliando o debate para quest\u00f5es como a desigualdade de acesso aos diferentes bens, exclus\u00e3o social e capitalismo, diferentes tipos de impactos causados por determinados grupos sociais, classes sociais, etc. Ou seja, as mudan\u00e7as nos diferentes ambientes e paisagens n\u00e3o s\u00e3o necessariamente relacionadas ao n\u00famero de pessoas, mas sim a fatores muito mais complexos e que precisam ser estudados, visto que n\u00e3o s\u00e3o todos os seres humanos que causam efeitos no ambiente na mesma dimens\u00e3o. No entanto, Waters e Truner (2022) assumem que encontrar um \u00fanico GSSP, que represente uma refer\u00eancia global para o Antropoceno, \u00e9 desafiador ao se ter em mente a diversidade de modifica\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica que tem ocorrido em diferentes ambientes.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:25px\"><strong>Micropl\u00e1stico, altera\u00e7\u00f5es geoqu\u00edmicas e part\u00edculas carbonosas &#8211; os marcadores do Antropoceno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de defini\u00e7\u00e3o de uma \u00e9poca geol\u00f3gica relativa \u00e0 humanidade, v\u00e1rios marcadores s\u00e3o mencionados nos trabalhos do <em>AWG<\/em> como amplamente difundidos em diferentes ambientes deposicionais. Dentre os quais os micropl\u00e1sticos, que se encontram bastante difundidos em diferentes ambientes da Terra, at\u00e9 mesmo dentro do pr\u00f3prio corpo humano <strong><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/a-ameaca-dos-microplasticos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/respirando-microplasticos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[7]<\/a><\/strong>, e tem rela\u00e7\u00e3o, entre muitos outros fatores, com processos industriais e globaliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, grande aten\u00e7\u00e3o tem sido dada a outros marcadores como importantes na defini\u00e7\u00e3o do GSSP. Estes incluem os relacionados \u00e0s altera\u00e7\u00f5es geoqu\u00edmicas (is\u00f3topos de Plut\u00f4nio relativos aos testes com bombas nucleares, an\u00e1lise de is\u00f3topos de Carbono e Nitrog\u00eanio), aparecimento de part\u00edculas esferoidais carbonosas (Figura 2), resultantes da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, e s\u00e3o considerados como marcadores estratigr\u00e1ficos importantes a n\u00edvel mundial, apesar da considera\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia, tamb\u00e9m, da presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos, metais pesados e das modifica\u00e7\u00f5es bi\u00f3ticas, como na introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies em um novo local (WATERS; TURNER, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao considerar esses marcadores, a d\u00e9cada de 1950 tem sido apontada como poss\u00edvel data para o in\u00edcio do Antropoceno, visto que os trabalhos indicam o surgimento, ou mesmo intensifica\u00e7\u00e3o, da presen\u00e7a deles em variados ambientes estudados. Idealmente, Waters e Turner (2002) comentam, tamb\u00e9m, que o local do GSSP deve possuir estratos dat\u00e1veis com precis\u00e3o, permitindo a fixa\u00e7\u00e3o do Antropoceno em um ano espec\u00edfico, bem como apresentar um registro completo, sem lacunas ou dist\u00farbios no intervalo de fronteira entre o Holoceno e o Antropoceno.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"672\" height=\"541\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2753\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-1.png 672w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-1-300x242.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 672px) 100vw, 672px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Uma imagem de microscopia eletr\u00f4nica de varredura mostrando uma part\u00edcula esferoidal carbonosa (SCP) de aproximadamente 40 \u03bcm de di\u00e2metro de Crawford Lake, Canad\u00e1. Fonte: Waters e Turner (2022).<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:25px\"><strong>Um debate persistente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico posicionamento na ci\u00eancia a respeito do Antropoceno, como bem mostra Prillaman (2022). Uma das discuss\u00f5es \u00e9 sobre a pr\u00f3pria pesquisa e ci\u00eancia Geol\u00f3gica conforme comenta Stanley Finney, presente na publica\u00e7\u00e3o de Prillaman (2022), ao afirmar que normalmente os ge\u00f3logos encontram o estrato que deve entrar na escala do tempo geol\u00f3gico e, apenas depois, consideram a proposi\u00e7\u00e3o do <em>Golden Spike<\/em> (Figura 3), rumo diferente do que a pesquisa do Antropoceno tem tomado. <\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:0px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n<cite><em>Golden Spike<\/em> \u00e9 uma marca\u00e7\u00e3o f\u00edsica inclu\u00edda no local escolhido para representar o limite entre um est\u00e1gio e outro do tempo geol\u00f3gico<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:0px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"886\" height=\"588\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2754\" srcset=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-2.png 886w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-2-300x199.png 300w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-2-768x510.png 768w, https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2023\/06\/image-2-272x182.png 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 886px) 100vw, 886px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Este Golden Spike nas Cordilheiras Flinders da Austr\u00e1lia Meridional foi aprovado por ge\u00f3logos em 2004, para marcar estratos que exemplificam o per\u00edodo Ediacarano. Cr\u00e9dito: James St. John (CC BY 2.0). Fonte: PRILLAMAN (2022).<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Aqui no Brasil, o pesquisador Alex Peloggia<a href=\"https:\/\/www.abequa.org.br\/trabalhos\/Anais_XV_ABEQUA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> <strong>[8]<\/strong><\/a> (2015) j\u00e1 havia realizado racioc\u00ednio semelhante, ao comentar que o conceito do Antropoceno surgiu a partir do reconhecimento de mudan\u00e7as ambientais em n\u00edvel planet\u00e1rio, e n\u00e3o no registro estratigr\u00e1fico geol\u00f3gico, como de costume na Geologia, o que teria gerado problemas iniciais quanto \u00e0 sustenta\u00e7\u00e3o da ideia do Antropoceno a n\u00edvel estratigr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Lucy Edwards, como apresentado na publica\u00e7\u00e3o de Prillaman (2022), acredita que o estrato que pode definir o Antropoceno ainda n\u00e3o existe, devido a proposta \u00e9poca ser muito jovem. Em conjunto com outros pesquisadores, Edwards e Finney defendem a ideia do Antropoceno como \u201cevento\u201d, sendo este um termo mais flex\u00edvel e que pode indicar extens\u00e3o no tempo, a depender do impacto humano (PRILLAMAN, 2022). Cabe destacar que em 2014, Oliveira e Peloggia <strong><a href=\"https:\/\/revistas.ufpr.br\/abequa\/article\/view\/34828\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[9]<\/a><\/strong>, no Brasil, haviam proposto uma defini\u00e7\u00e3o de evento que dizia respeito ao car\u00e1ter diacr\u00f4nico das altera\u00e7\u00f5es causadas pelos seres humanos no planeta, o Evento Tecnog\u00eanico.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:25px\"><strong>O debate parece estar longe de terminar, o que, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, \u00e9 positivo para a ci\u00eancia! <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que o Antropoceno entre de vez na Tabela Cronoestratigr\u00e1fica Internacional, ainda haver\u00e1 muito a se discutir, como: 1) qual \u00e9 o real impacto, em diferentes ci\u00eancias, em se considerar o Antropoceno apenas p\u00f3s 1950 e como se designar a todo o recorte temporal anterior, no qual as diferentes sociedades humanas tamb\u00e9m deixaram suas marcas nas paisagens? 2) O que esses marcadores considerados na defini\u00e7\u00e3o do Antropoceno realmente nos dizem sobre a nossa sociabilidade? 3) O que se \u00e9 definido, em grande parte, como altera\u00e7\u00f5es nas paisagens, e consequentes marcas nos estratos estratigr\u00e1ficos no Norte global pode ser correlacionado ao que se observa no Sul global? 4) Se as modifica\u00e7\u00f5es nas paisagens e ambientes, em parte, s\u00e3o consideradas como \u201cimpactos\u201d, quem s\u00e3o os atores sociais realmente respons\u00e1veis por eles? Como vemos, a quest\u00e3o do Antropoceno \u00e9 muito mais ampla do que a sua defini\u00e7\u00e3o em termos geol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-vivid-red-color has-alpha-channel-opacity has-vivid-red-background-color has-background is-style-default\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Para saber mais!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A \u00c9POCA DO ANTROPOCENO: A EXPRESS\u00c3O DO IMPACTO HUMANO AVASSALADOR NO PLANETA TERRA\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/h8traWp9zRA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>A \u00c9POCA DO ANTROPOCENO: A EXPRESS\u00c3O DO IMPACTO HUMANO AVASSALADOR NO PLANETA TERRA<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-vivid-red-color has-alpha-channel-opacity has-vivid-red-background-color has-background is-style-default\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Agradecimento ao apoio financeiro:<\/strong> Processo n\u00ba 2019\/21885-7, Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP).<br>&#8220;As opini\u00f5es, hip\u00f3teses e conclus\u00f5es ou recomenda\u00e7\u00f5es expressas neste material s\u00e3o de responsabilidade do(s) autor(es) e n\u00e3o necessariamente refletem a vis\u00e3o da FAPESP&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-vivid-red-color has-alpha-channel-opacity has-vivid-red-background-color has-background is-style-default\" \/>\n\n\n\n<p style=\"font-size:25px\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>HEAD, M. J. et al. The Great Acceleration is real and provides a quantitative basis for the proposed Anthropocene Series\/Epoch.&nbsp;<strong>Episodes Journal of International Geoscience<\/strong>, v. 45, n. 4, p. 359-376, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>PELOGGIA, A. U. G. Os registros geol\u00f3gicos da a\u00e7\u00e3o humana e o Antropoceno-Tecn\u00f3geno: a estratigrafia da Arqueosfera. In:&nbsp;<strong>Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos do Quatern\u00e1rio<\/strong>. 2015. p. 12-13.<\/p>\n\n\n\n<p>OLIVEIRA, A. M. S.; PELOGGIA, A. U. G. The Anthropocene and the Technogene: stratigraphic temporal implications of the geological action of humankind.&nbsp;<strong>Quaternary and Environmental Geosciences<\/strong>, v. 5, n. 2, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>PRILLAMAN, M. Are we in the Anthropocene? Geologists could define new epoch for Earth.&nbsp;<strong>Nature<\/strong>, 2022.Waters e Turner.<\/p>\n\n\n\n<p>WATERS, C. N. et al. Candidate sites and other reference sections for the Global boundary Stratotype Section and Point of the Anthropocene series.&nbsp;<strong>The Anthropocene Review<\/strong>, p. 1-22, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>WATERS, C. N.; TURNER, S. D. Defining the onset of the Anthropocene.&nbsp;<strong>Science<\/strong>, v. 378, n. 6621, p. 706-708, 2022.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-022-04428-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-022-04428-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-022-04428-3<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/abs\/10.1126\/science.ade2310\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[2] https:\/\/www.science.org\/doi\/abs\/10.1126\/science.ade2310<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/stratigraphy.org\/gssps\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/stratigraphy.org\/gssps\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/stratigraphy.org\/gssps\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/stratigraphy.org\/chart\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[4] https:\/\/stratigraphy.org\/chart<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.episodes.org\/journal\/view.html?doi=10.18814\/epiiugs\/2018\/018016\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[5]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.episodes.org\/journal\/view.html?doi=10.18814\/epiiugs\/2018\/018016\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.episodes.org\/journal\/view.html?doi=10.18814\/epiiugs\/2018\/018016<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/a-ameaca-dos-microplasticos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/a-ameaca-dos-microplasticos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/a-ameaca-dos-microplasticos\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/respirando-microplasticos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[7]<\/a> <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/respirando-microplasticos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/respirando-microplasticos\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.abequa.org.br\/trabalhos\/Anais_XV_ABEQUA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[8]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.abequa.org.br\/trabalhos\/Anais_XV_ABEQUA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.abequa.org.br\/trabalhos\/Anais_XV_ABEQUA.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/revistas.ufpr.br\/abequa\/article\/view\/34828\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[9]<\/a> <a href=\"https:\/\/revistas.ufpr.br\/abequa\/article\/view\/34828\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/revistas.ufpr.br\/abequa\/article\/view\/34828<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-vivid-red-color has-alpha-channel-opacity has-vivid-red-background-color has-background is-style-default\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Texto:<\/strong>&nbsp;<a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K4273279D8&amp;tokenCaptchar=03ANYolqufSYYqZsqbh5Ne1HQ46eTrTFTBGkbo6C2ncNuZDkCG4g1l5Yj8TJ08mZWxSFbh47hYl48CXsNGhY7lyuRpzfMHosULkMqiAJ2FDTokPKdhrD37jPYYBaWOWNpZKi7oGqU2Usc9B6C55ZUefAWFSBzBZQaJBUlJeLpYwDVye_hxarFYkCJC65lujyCpIUWzlevf5Tm_PuW_cLF91EfgfHQem_WXVtdd-UpzlQC5Stf43XtRjJDgexeqWaD5hynhWMpHvI-UyAmiven4hiTwJxqrA6Q0LLtdqQNZprl8jNKuO9lDyIZ0SM3AXTejWPBh3neHs25ZRdCDOM97_qaWRerGXs8gvTMbcRJeO7iAEzJa41f5aVP4nrTbCGZVOJfoo6M71HqPCn_UFulXieu5gD63WyDRUZ0zGIUfzenRr1Oymmsh2S2-rEsgEyaS849j9xOrr7ZK2qj1UEIM64QcftnJivk9fIp3dwx1mDiqPnvtCKhzisu4BWpRrHhmB7ggwsiochegJBohnb_ri_LUKIQOcgEpGycNLERv9Ezmqc5AViUZHvoAzAJ7qtE-pXBJeKyechfoHjDWRpkxUiGoOUEWS1d2Zw\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00c9rika Cristina Nesta Silva<\/a> e <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5010548397365361\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caio Augusto Marques dos Santos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/strong><a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K4316688A6&amp;tokenCaptchar=03ANYolquaOSjwoJ9oCVWnZJitHQa_y1xQOaMhuy0WETEhG9SKzmxH6VusGnX01VFcKtQfKbL0x4mvwgcW1jehV-UtvSQ3tk6aE4L7NBU912FRMj3fceCVa3LOGCHB0Yl6pMDJSJGjcZzl4jLZpifitmkB5pI2ai2a426piRGvSiHI7otqbMEkSsEG7mKBpIwbKXUe_c2cWbA89LDXD_j6wGGH0n__vjJ7vQz6k9a6XhcZPSFbnE2GrgoMtqhLuOgH8ZEqocDrIIsEmpBE1x1jm3g0vDwZehm7aK8fHDtVNBspLjPnvV0bBBP0Wu5TO9tBRMEaRRI5YEmFZeWe7ptHtFPgmygkrs4kodRu1tN96DBOc4PcJUm7fZRKPQEVAshrNJ7cuI2BaSgIu9k4s_CIjPVIyZH1Li0akbJKq1k23DatgRdNDNuo2WI42knFaJr2I9xBSuxX0ggTYqKPRy-6SNUKebvkqkP4VpUVIpaMjnWFhbIsumNQWeRriBCXqZKZNvYe-1S4E-hJIZYt0NMNrZZVvnDsFlhrp5Z7uD-mIAWSgDgRzKyMbR6dEulyTg8yJej5TGXl5nHCTyHFJ_vb91zHrekKibz0UQ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Diego Fernandes Terra Machado<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Arte da Capa:<\/strong> <a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K4316688A6&amp;tokenCaptchar=03ANYolquaOSjwoJ9oCVWnZJitHQa_y1xQOaMhuy0WETEhG9SKzmxH6VusGnX01VFcKtQfKbL0x4mvwgcW1jehV-UtvSQ3tk6aE4L7NBU912FRMj3fceCVa3LOGCHB0Yl6pMDJSJGjcZzl4jLZpifitmkB5pI2ai2a426piRGvSiHI7otqbMEkSsEG7mKBpIwbKXUe_c2cWbA89LDXD_j6wGGH0n__vjJ7vQz6k9a6XhcZPSFbnE2GrgoMtqhLuOgH8ZEqocDrIIsEmpBE1x1jm3g0vDwZehm7aK8fHDtVNBspLjPnvV0bBBP0Wu5TO9tBRMEaRRI5YEmFZeWe7ptHtFPgmygkrs4kodRu1tN96DBOc4PcJUm7fZRKPQEVAshrNJ7cuI2BaSgIu9k4s_CIjPVIyZH1Li0akbJKq1k23DatgRdNDNuo2WI42knFaJr2I9xBSuxX0ggTYqKPRy-6SNUKebvkqkP4VpUVIpaMjnWFhbIsumNQWeRriBCXqZKZNvYe-1S4E-hJIZYt0NMNrZZVvnDsFlhrp5Z7uD-mIAWSgDgRzKyMbR6dEulyTg8yJej5TGXl5nHCTyHFJ_vb91zHrekKibz0UQ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Diego Fernandes Terra Machado<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-vivid-red-color has-alpha-channel-opacity has-vivid-red-background-color has-background is-style-default\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-red-color has-text-color has-small-font-size\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-labped wp-block-embed-labped\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"p0xHweb31i\"><a href=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/2022\/09\/05\/o-que-sao-os-terrenos-tecnogenicos-e-como-eles-se-relacionam-com-a-perspectiva-do-antropoceno\/\">O que s\u00e3o os terrenos tecnog\u00eanicos e como eles se relacionam com a perspectiva do Antropoceno?<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;O que s\u00e3o os terrenos tecnog\u00eanicos e como eles se relacionam com a perspectiva do Antropoceno?&#8221; &#8212; LABPED\" src=\"https:\/\/www.ige.unicamp.br\/pedologia\/2022\/09\/05\/o-que-sao-os-terrenos-tecnogenicos-e-como-eles-se-relacionam-com-a-perspectiva-do-antropoceno\/embed\/#?secret=GhSWs3OeJ8#?secret=p0xHweb31i\" data-secret=\"p0xHweb31i\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por: \u00c9rika C.N. Silva e Caio A.M. dos Santos &#8211; O debate acalorado que traz para o centro do palco a extens\u00e3o das a\u00e7\u00f5es humanas no espa\u00e7o e no tempo. Os avan\u00e7os e descobertas cient\u00edficas ocorrem a partir de uma gama de fatores que n\u00e3o s\u00e3o, de forma alguma, descontextualizados de seus recortes espa\u00e7o-temporais. 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