Oficina SNS na 10º Olimpíada de Geografia

Participação do LABPED na 10ª edição da Olimpíada de Geografia leva a oficina “Solo não é sujeira” ao público, promovendo atividades práticas e reflexões sobre a importância do solo para os ecossistemas, a produção de alimentos e a educação ambiental.

Por:  Erlis Tony Caetano Silva; José Antonio Lemos Veronesi; Natan Pinheiro de Freitas


A 10ª edição da Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG) reuniu mais de 100 mil estudantes de todo o país. A fase presencial ocorreu entre os dias 25 e 28 de novembro de 2025, em Campinas (SP). Um dos destaques da programação foi a visita ao Instituto de Geociências da UNICAMP, no dia 27 de novembro, onde os participantes puderam conhecer de perto o LABPED através da oficina Solo não é sujeira.

As atividades tiveram início com uma palestra introdutória sobre a Pedologia e sua relevância nos estudos geográficos. Durante a apresentação, foram discutidos os fatores e processos de formação do solo, ilustrados didaticamente por meio de maquetes, banners e amostras reais. Além disso, detalhamos a dinâmica do trabalho de campo, explicando os objetivos principais e as técnicas essenciais para a coleta de amostras.

Para a segunda parte da visita, os participantes foram convidados a percorrer uma exposição organizada em seções temáticas. Eles puderam observar de perto monólitos de solo, modelos de evolução da rocha até o solo, as estruturas que um solo pode formar, pedaços de horizontes glei e associados a evolução da camada ferruginosa e formação da plintita, exemplos de paleossolos, além de uma seção dedicada exclusivamente aos equipamentos utilizados pelos pesquisadores em campo com trado, faca, cardenete, manual de campo e carta munsell. 

O encerramento ficou por conta da oficina de pintura com solos, onde os alunos puderam utilizar o solo como tinta  e terminar a visita usando toda a  sua imaginação com amostras dos mais diferentes tipos e cores.


Fotografia: Natan Pinheiro de Freitas

Edição: Diego Fernandes Terra Machado

Arte da Capa: Diego Fernandes Terra Machado


Dia Mundial do Solo

Destacar a relação entre saúde do solo e qualidade de vida nas áreas urbanas, evidenciando que cidades sustentáveis dependem de solos preservados, permeáveis e biologicamente ativos.


Este Painel Técnico será realizado pelo Dia Mundial do Solo, 05 de dezembro, data instituída globalmente pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo reforçar a importância dos solos na segurança alimentar, na qualidade ambiental e no bem-estar das populações.

O tema deste ano destaca a relação direta entre saúde do solo e qualidade de vida nas áreas urbanas, evidenciando que cidades sustentáveis dependem de solos preservados, permeáveis e biologicamente ativos.

O evento é gratuito, será realizado no período da manhã, reunindo especialistas, gestores públicos, técnicos, estudantes e demais interessados na integração entre ciência do solo, planejamento urbano, infraestrutura verde e políticas de sustentabilidade nas cidades. A programação contará com quatro palestras técnicas ministradas por pesquisadores convidados e um debate de encerramento que promoverá a interação entre os palestrantes e o público presente.

Tema: Painel Técnico “Solos Saudaveis Para Cidades Saudaveis”

Local: Auditório – Avenida Barão de Itapura, 1481 Botafogo

Tipo: Palestra

Data: 05-12-2025

Horário: 8 às 12

Coordenador: Ricardo M. Coelho

Participação: IAC e Divisão de Solos

Para mais informações acesse http://eventos.fundag.br/

Acesse o site: www.iac.sp.gov.br

Descrição morfológica do solo – com Peter Schad

por: Diego F. T. Machado

É hora de afiar os sentidos e colocar as mãos na massa (ou no solo)


A descrição de solos é o primeiro passo para uma diversidade de estudos pedológicos. Compreender como se dá a organização de suas fases e suas expressões morfológicas é fundamental para sua classificação. Além disso, esse procedimento investigativo pode fornecer diversas informações sobre sua formação e seu comportamento em relação ao uso agrícola.

A caracterização dos solos em campo segue padrões já bem estabelecidos. No Brasil, tomamos como referência o Manual de Descrição e Coleta de Solo no Campo, o Manual Técnico de Pedologia (IBGE), além Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS).

Tradicionalmente a descrição morfológica do solo é baseada naquelas propriedades detectadas pelos sentidos, sobretudo visão e tato, e em alguns casos, audição.

O professor Peter Schad, (Technische Universität München) presidente do grupo de trabalho IUSS WRB (Base de Referência Mundial para Recursos de Solos) produziu um vídeo didático demonstrando os procedimentos para a caracterização morfológica de solos.

Os vídeos podem ser assistidos no YouTube, nas versões em inglês e espanhol. Foram utilizadas as Diretrizes da FAO (2006) para descrição do solo e o WRB (2015) para classificação do solo.

Em sua apresentação, Peter Schad apresenta uma interessante abordagem para a classificação expedia da textura do solo. O fluxograma com as orientações está disponível nas versões em Inglês e Espanhol (Acesse).

The Ultimate Soil Texture Flow Chart (USTF)© Vincent Buness, Peter Schad, Margaretha Rau; Technical University of Munich 11 January 2022
TUM Edafología: Descripción de suelos (Guía FAO 2006) y clasificación de suelos (WRB 2015) – Lehrstuhl für Bodenkunde, TU München